Curiosidades
Dolly Parton: entenda disputa por patrimônio e acusações de ameaça e extorsão contra sobrinho da cantora
Pedido de medida protetiva apresentado em Nashville expõe disputa envolvendo o patrimônio e os negócios da artista, incluindo o parque Dollywood
Uma disputa envolvendo o patrimônio e os negócios de Dolly Parton veio a público nesta terça-feira após o antigo empresário da cantora acusar o sobrinho dela, Bryan Seaver, de ameaças, extorsão e intimidação contra pessoas ligadas às empresas da família. As acusações constam de um pedido de medida protetiva apresentado no Davidson County Chancery Court, em Nashville, no Tennessee.
‘Nunca haverá ninguém que possa substituí-la’:
Veja também:
O processo expõe parte do conflito em torno do patrimônio de Parton e de empreendimentos como o parque de diversões Dollywood, o hotel SongTeller e o museu Life of Many Colors, cuja inauguração estava prevista para este mês.
Sobrinho era chefe de segurança
Seaver é sobrinho de Dolly Parton e integrava a estrutura responsável pela segurança da cantora e de suas propriedades. Segundo os documentos judiciais, ele ocupava o cargo de chefe de segurança e foi demitido na semana anterior à apresentação do pedido de medida protetiva.
No mês anterior, Seaver havia anunciado, em um vídeo gravado, a morte de Parton por câncer.
De acordo com os documentos, as exigências e ameaças atribuídas a Seaver começaram pouco antes da morte da cantora e atingiram pessoas ligadas aos negócios da família.
O processo descreve o comportamento como "uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças" com o objetivo de obter dinheiro do patrimônio de Parton.
Mensagens apresentadas no processo
Entre as provas anexadas à ação estão mensagens de texto atribuídas a Seaver. Em uma delas, dirigida a pelo menos um parceiro comercial da Dollywood, ele teria feito uma ameaça acompanhada de palavrões e afirmado que se tornaria "a mão da retaliação por toda a minha família".
Em uma troca de mensagens de 3 de setembro com um antigo advogado de Parton, Seaver teria se descrito como um "assassino". Ainda segundo o documento, ele afirmou que, no dia da morte da tia, havia vendido US$ 27 milhões em armas e munições à polícia do Haiti. A mensagem terminava com "Vamos jantar...".
Seaver não respondeu imediatamente aos pedidos de posicionamento do jornal americano The New York Times. Em declaração ao TMZ, porém, defendeu sua atuação e afirmou que continuava comprometido com a proteção da família de Parton.
— Continuamos inabalavelmente determinados a cumprir sua última diretriz de proteger sua família. E nos recusamos a ser intimidados por aqueles cujas ações acreditamos estar sendo tomadas de má-fé e com a intenção de lucrar com a vida de alguém que voluntariamente deu tanto.
Pedido de medida protetiva
A ação foi apresentada pela She's Alive, empresa responsável por supervisionar os diversos empreendimentos comerciais de Dolly Parton. A companhia é administrada por Danny Nozell, antigo empresário da cantora.
O advogado da She's Alive não quis fazer novos comentários.
A medida protetiva proposta busca impedir Seaver de acessar propriedades da empresa, entrar em contato com funcionários ou manter contato com pessoas que fazem negócios com a She's Alive. A companhia também abriu uma ação contra ele por interferência ilícita e pede uma indenização de valor não especificado.
Seaver e sua empresa externa de segurança foram responsáveis durante longo período pela proteção de Dolly Parton e de suas propriedades. O processo afirma que havia uma razão específica para a presença de familiares na equipe: "era importante para ela empregar membros de sua família quando eles tinham conjuntos de habilidades compatíveis com as necessidades de seus negócios".
Segundo a denúncia, Seaver dizia ter ampla experiência militar e relações no exterior. O documento descreve sua estrutura de segurança como "não era uma operação convencional de segurança de escritório; era uma força fortemente armada, de estilo paramilitar".
Ainda segundo o processo, a operação contava com dezenas de funcionários e acesso a armamentos de nível militar.
Funcionários teriam deixado os negócios
Segundo a denúncia, Danny Nozell e outros parceiros comerciais passaram a demonstrar desconforto depois que Seaver começou a fazer exigências.
Um advogado que representava o patrimônio e o trust de Parton deixou o cargo após receber, durante uma ligação telefônica, o que o documento descreve como "ameaças perturbadoras e sinistras".
O processo afirma ainda que alguns funcionários pediram demissão e que outros contrataram segurança privada.
As mensagens de texto apresentadas no processo também atribuem a Seaver a intenção de criar um podcast para atacar relações comerciais ligadas a Dolly Parton.
Segundo a denúncia, ele teria escrito: "criar um podcast dedicado a destruir as parcerias de marca da Dolly e contar sobre as violações que essas pessoas cometeram contra nós". Na sequência, escreveu: "Vai ser ótimo". Depois, teria encerrado a exigência com: "Ou me paguem", seguida de um palavrão.
Mais lidas
-
1MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
2POLÍTICA
Gilmar Mendes envia advogado de confiança para falar com Flávio Bolsonaro
-
3SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
4CULTURA
Rick e Renner: dupla que atravessou quatro décadas e teve separações e polêmicas ao longo da carreira
-
5ESPORTE
Luta nascida na União Soviética ganha o Ocidente; modalidade mistura judô, jiu-jitsu e wrestling