Curiosidades
Quarenta mil pessoas e protestos contra antissemitismo: como foi o show de Kanye West na Holanda
Rapper, que se apresentou neste sábado (6) na cidade de Arnhem para 40 mil pessoas, teve shows cancelados em outros países europeus
Cerca de 40 mil pessoas foram ver Kanye West (ou Ye, nome que passou a adotar em 2021) no estádio Gelredome, na cidade de Arnhem, na Holanda, a despeito de declarações polêmicas do rapper americano associadas ao antissemitismo. Mas nem todos esqueceram o lançamento do single "Heil Hitler" (também conhecida como " Nigga Heil Hitler ", às vezes abreviada para " NHH"), em maio do ano passado, ou a venda de uma camiseta com suástica em seu site oficial (Yeezy.com) em fevereiro de 2025 — o produto foi rapidamente banido e a loja retirada do ar.
O Maior Encontro do Samba:
Em 3 de julho:
No local, fãs disseram à AFP que separavam a música da polêmica reputação do artista de 48 anos.
— Não apoio todas essas coisas que diz, ele é muito controverso — comentou Loes Snyers, um estudante belga de 20 anos. — Mas realmente não me importo com as coisas ruins que os artistas fazem, meu foco é na música.
Perto do local do concerto, a organização judia CIDI organizou um pequeno protesto contra o artista, exibindo cartazes com suas frases antissemitas.
— Se seus fãs gostam da música, não podemos ignorar o ódio antijudaico que ele disseminou no passado — declarou a diretora do CIDI, Naomi Mestrum.
A organização tentou obter o cancelamento do show, o que foi negado por um tribunal de Amsterdã. No dia 11 de julho, o rapper deve se apresentar em Tirana, capital da Albânia, e no dia 25, em Praga, na República Tcheca. Outros shows de West, no entanto, foram cancelados no Reino Unido, França, Polónia e Itália.
Rapper negou ser antissemita
O prefeito da cidade italiana Reggio Emilia decidiu proibir que West e Travis Scott se apresentassem por lá em julho. A decisão foi tomada após um pedido feito pela comunidade judaica da cidade. Uma solicitação pelo cancelamento dos shows também foi feito pelo grupo de consumidores Codacons.
Ao tomar a decisão, as autoridades locais citaram a proximidade entre as apresentações dos dois artistas, o que poderia levar a um fluxo intenso de turistas em 24 horas. Outro fator foi o "risco concreto" de protestos devido à presença de Kanye West.
Em janeiro deste ano, West disse no jornal The Wall Street Journal que não era "nazista, nem antissemita" e abribuiu seu comportamento a um "episódio maníaco" provocado pelo transtorno bipolar.
Entre os cancelamentos de shows neste ano, um dos que mais se destacou foi o que estava previsto para o Reino Unido. O governo impediu a entrada do rapper, em meio à controvérsia sobre sua participação como atração principal do Wireless Festival, em Londres, na Inglaterra. Organizações civis locais pediram que o músico não fosse autorizado a entrar.
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