Curiosidades
'Transações atípicas' e milhões em PIX: por que PF investiga Virginia Fonseca, segundo revista
Reportagem da piauí mostra transações atípicas de contas bancárias da influenciadora
A possível "prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro" tem feito a Polícia Federal a analisar com lupa as movimentações bancárias de . Segundo publicada pela no início desta semana, existe hoje uma investigação em curso sobre a influenciadora, a segunda mulher brasileira com mais seguidores no Instagram, num total de 56,9 milhões. Na frente dela, só Anitta, com 61,3 milhões.
'Block no Tigrinho':
'Humilhação pública':
Ainda de acordo com a publicação, Relatórios de Inteligência Financeira, produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), acenderam o alerta na corporação, ainda que Virginia tenha se livrado de qualquer indiciamento pela CPI das Bets, aberta em novembro de 2024 para investigar a atuação das empresas de apostas digitais no Brasil. O trabalho da comissão terminou em pizza em junho seguinte, sem produzir resultados efetivos naquela esfera. Virginia chegou a depor e sua participação e foi tietada por senadores como Jorge Kajuru (PSB-GO) e Cleitinho (Republicanos-MG).
Uma conta de uma empresa de Virginia, em sociedade com o atual ex-marido, Zé Felipe, chegou a receber, segundo o relatório, R$ 22,4 milhões, sendo 21,4 milhões, em mais de 40 transações via PIX. Chamou a atenção o fato de os valores terem sido depositados por uma firma localizada num um box alugado no interior de Santa Catarina e cujo tamanho não condiz com tal movimentação. A mesma coisa se deu com os créditos e os débitos da WPink, empresa de suplementos nutricionais dela — "o montante não condiz com o faturamento mensal documentado pela empresa", diz a matéria da revista.
Esses dois são alguns dos exemplos de movimentações consideradas atípicas pela PF, o que podem indicar transações ilícitas em termos fiscais e financeiros. Advogados que representam a influenciadora negaram irregularidades, dizendo que as operações foram relatadas aos órgãos de controle.
Japa do PCC
A revista detalha também a história da We Pink, empresa que tem Virginia como sócia e principal garota-propaganda. A história começa com os serviços de sobrancelha da Pink Lash, do casal Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile. A empresa recebeu financiamento de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC e viúva de Wagner Ferreira da Silva, um dos integrantes da facção em Santos e assassinado num acerto de contas. O casal virou sócio de Karen, que afirma à reportagem da piauí que o capital inicial da empresa veio do "dinheiro de uma liderança da maior facção criminosa do Brasil". Virginia, nessa época, estreitava os laços como cliente e garota-propaganda da marca.
Depois de um desgaste na sociedade, o casal Samara e Thiago comprou a parte de Karen na empresa e se associou ao chinês Chaopeng Tan para lançarem a We Pink, empresa de produtos cosméticos. Segundo Karen, Virginia é uma das três sócias. A empresa tem diversos pontos de venda no Brasil, alguns dos mais importantes sendo chefiados por nomes ligados a empresas de Bet, segundo investigações.
“Em relação aos meus sócios, tenho confiança, porque nunca me deram nenhum motivo para eu pensar o contrário, desde quando nos conhecemos", disse Virginia à revista ao ser questionada se tinha conhecimento da origem da Pink Lash, que deu origem a We Pink, empresa que hoje já foi acionada pelo Ministério Público de Goiás por causa de reclamações dos consumidores e também pela Vigilância Sanitária de Goiás, que chegou a interditar um galpão da marca por más condições.
Além de detalhes das origens da fama de Virginia — ela era youtuber e DJ em Governador Valadares (MG) —, a piauí também mostra como funciona a rede de ativação digital do nome da influenciadora. No perfil Central de Fãs Virginia Fonseca, todo mês são postadas as metas para ajudá-la em engajamento. A ideia é que as pessoas façam vídeos e repercutam assuntos ligados a ela, e quem faz o melhor trabalho pode ganhar como recompensa likes da própria, produtos da We Pink e etc.
Vaias em estádio
A matéria da piauí foi publicada numa semana em que o nome da influenciadora ganhou as manchetes com as, no jogo da Seleção Brasileira contra o Panamá. A ex-namorada de Vini Jr. foi alvo de muitos torcedores, que berraram ofensas contra Virginia após um gol do craque. Ela definiu a situação como uma "humilhação pública".
"A violência não é apenas física. Ela também aparece na humilhação pública. No ataque coletivo e constrangimento transformado em espetáculo", diz uma mensagem compartilhada pela influencer por meio dos Stories no Instagram. Num texto escrito por ela, Virginia ressalta que "está cansada de ser julgada". Detalhe: neste ano ela viveu situação parecida em sua estreia no carnaval carioca, quando desfilou como rainha de bateria da Grande Rio.
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