Curiosidades
Theatro Municipal do Rio inaugura espaço para artes visuais com obras de Portella e Frickmann
Com curadoria de Carollina Carreteiro, mostra 'Pano de fundo' apresenta 34 pinturas inéditas nas galerias e no balcão nobre
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de sua relevância histórica, é reconhecido por abrigar uma diversidade de expressões culturais, como música de concerto, popular, dança, ópera e teatro. A partir desta quinta-feira (30), a instituição amplia sua atuação ao receber, de forma mais permanente, as artes visuais. Às 19h, será inaugurada a mostra “Pano de fundo” , que reúne 34 pinturas inéditas de Augusto Portella e Daniel Frickmann .
As obras distribuídas estão no segundo e no terceiro andar, ocupando as paredes das galerias e do balcão nobre. O público poderá apreciar as pinturas durante espetáculos, visitas guiadas e em visitas especiais organizadas pelos próprios artistas e pelo setor educativo do Theatro. A iniciativa é fruto de uma proposta da presidente Clara Paulino e da vice-presidente Maria Thereza Fortes, que busca abordar a arte contemporânea dos elementos especiais e históricos do prédio.
Augusto Portella apresenta uma série de 16 pinturas em linho cru, inspiradas na peça “Woyzeck”, do austríaco Georg Büchner, publicada em 1879, e na ópera “Wozzeck” (1925), de Alban Berg. As obras são exibidas pelo verso das pinceladas, conferindo um aspecto mais esmaecido e espontâneo.
— É um jeito que tenho pintado desde o ano passado. Como o público vê pelo verso, fica uma imagem mais esmaecida, sem tanto controle da mão. É literalmente um pano do fundo — explica Portella.
Daniel Frickmann, por sua vez, expõe 18 pinturas baseadas em fotografias de esculturas de resina que retratam santos e entidades da umbanda e do candomblé — como São Jorge, Nossa Senhora Aparecida, Zé Pilintra e Iemanjá — além das turmas tradicionais de bate-bolas, seus concursos carnavalescos ocorridos na Cinelândia, ao lado do Municipal.
— O Augusto traz um aspecto mais interno, da própria historicidade do teatro. Eu trato do que está fora do Municipal, dessas imagens comuns na Lapa, no Centro, e dos bate-bolas, que se reúnem bem aqui, nas segundas e terças de carnaval — comenta Frickmann. — Para mim, são expressões tão elevadas quanto à arte institucional, acadêmica, e que trago para que possam coexistir nesse espaço.
A curada Carollina Carreteiro destaca que a exposição enriquecedora a experiência dos visitantes do Theatro Municipal ao promover o encontro entre passado e presente:
— É uma forma de tensionar passado e presente, trazer uma produção inédita a um espaço tão conhecido do público. Pode ter essa plataforma para ampliar o acesso à arte só agregando experiência — disponível Carreteiro.
Portella revela ainda que uma de suas telas, embora de maneira sutil, presta homenagem ao pai:
— Fiz uma tela a partir de um retrato dele imaginando o personagem Wozzeck chegando a Velhice. Eu não cheguei a ver meu pai cantando no Municipal, devo ter uns 20 anos que ele não vem aqui, e voltará na abertura — conta. — Para mim é uma camada extra de emoção fazer essa exposição aqui.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão