Curiosidades
Bella Campos relata processo de cura após abandono materno e depressão: "Fiquei anestesiada"
Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', atriz detalha desafios emocionais e revela como a terapia tem sido fundamental para lidar com traumas da infância.
Quando tinha apenas dois anos, Bella Campos viu sua mãe partir para a Itália em busca de trabalho, ficando sob os cuidados da avó. Apesar de sempre ter lidado de forma racional com essa separação, foi durante o processo terapêutico que a atriz compreendeu as marcas profundas deixadas pelo afastamento materno.
Em entrevista à repórter Maria Fortuna, durante participação no videocast do GLOBO "Conversa vai, conversa vem", disponível no YouTube e no Spotify, Bella revelou que questões familiares têm sido tema recorrente em suas sessões de terapia. Confira um trecho da conversa:
Ascensão rápida e impacto emocional
"Tive depressão na época de 'Vai na fé'. Não estava preparada para o volume de trabalho. Era uma demanda tão intensa que falei: 'Se esse for o símbolo de sucesso, acho que vou procurar outra coisa' e fiquei anestesiada. Não conseguia sentir felicidade, raiva, tristeza. Não conseguia comer. Quando fui para Cuiabá rodar 'Cinco vezes medo', me reconectei com minhas raízes e encontrei uma nova forma de trabalhar. Ficar com minha família foi essencial. Hoje, a terapia é indispensável para mim. Tem semanas que faço até três sessões", contou.
Questões familiares e infância
Questionada sobre os temas que tem levado ao divã, Bella explicou: "Estou trabalhando questões de família, infância. A relação com os pais se reflete muito na vida adulta. Só agora estou reconhecendo esse vazio. Sempre falei: 'Minha mãe foi incrível, foi lá, fez acontecer'. Mas, ao me ouvir e me conectar com minha criança interior, percebi que não estava tudo bem. Comecei a escutar o que essa criança sentiu de verdade: um abandono imenso, que me fez me tornar essa mulher autossuficiente, que se resolve e se posiciona. Mas existe um limbo onde sentimentos ficaram presos. É fundamental expressarmos nossa raiva. Esse direito deve ser concedido, inclusive às mulheres. Muitas vezes, ao expressarmos insatisfação, somos estereotipadas, mas estruturalmente não somos nós que causamos guerras ou violência como a sociedade costuma apontar."
Autossuficiência e amadurecimento precoce
Sobre a convivência com a avó idosa após a partida da mãe, Bella reflete: "Totalmente. Estou cuidando dessa criança que precisou amadurecer cedo. Não tive infância nem adolescência, e agora, recém-adulta, não querem que eu viva minha juventude. A autossuficiência ficou pesada, ainda mais com a carreira exigindo tanto. Amo me vestir, montar meus looks, sei me maquiar, aprendi a dirigir, cozinho para mim mesma... De repente, pensei: 'Por que estou fazendo tudo sozinha? Posso pedir ajuda.' Estou aprendendo, mas também amo ser autossuficiente, porque, quando o calo aperta, conto comigo mesma."
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