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Timothée Chalamet perde aura de queridinho de Hollywood após dizer que 'ninguém se importa com ópera e balé'

Ator enfrenta críticas nas redes sociais, de internautas e bailarinos profissionais, e tem histórias de comportamento arrogante relembradas

Agência O Globo - 08/03/2026
Timothée Chalamet perde aura de queridinho de Hollywood após dizer que 'ninguém se importa com ópera e balé'
Timothée - Foto: Reprodução / internet

Principal concorrente de Wagner Moura ao prêmio de Melhor Ator, Timothée Chalamet tornou-se alvo de críticas de artistas brasileiros após uma declaração polêmica sobre balé e ópera, feita a poucas semanas do Oscar, que será realizado em 15 de março.

Durante uma conversa com o ator Matthew McConaughey, promovida pela revista Variety e pela emissora CNN, o protagonista de 'Marty Supreme' (2025) afirmou que "ninguém se importa com ópera e balé". A fala provocou indignação entre artistas, inclusive brasileiros.

O Grupo Corpo, um dos coletivos de dança mais reconhecidos do Brasil, reagiu publicando um vídeo que contrapõe a declaração de Chalamet a imagens de um teatro lotado aplaudindo um espetáculo da companhia. Na legenda, o grupo destacou: "Há quem diga que ninguém se importa. Mas os aplausos contam outra história. Algumas artes atravessam o tempo e continuam emocionando plateias do mundo inteiro".

Nas redes sociais, internautas compararam a postura do ator americano à simpatia de Wagner Moura. "Vai Wagner, acaba com ele", comentou um usuário.

Além disso, relatos sobre possíveis atitudes arrogantes de Chalamet voltaram à tona. O ator e comediante Tom Davis revelou, em entrevista ao Daily Mail, que durante as filmagens de "Wonka" o astro tinha um chef particular, que preparava três opções de café da manhã diariamente. Chalamet escolhia apenas uma e descartava as demais, enquanto os outros membros do elenco consumiam refeições simples.

A entrevista que originou a polêmica foi publicada integralmente em 24 de fevereiro, mas trechos viralizaram recentemente nas redes sociais, impulsionando o debate.

Em um dos vídeos, McConaughey e Chalamet discutem a atenção cada vez mais fragmentada do público, o que teria levado diretores e produtores a cortar o primeiro ato dos filmes para priorizar cenas mais impactantes.

Chalamet afirmou: "Às vezes é preciso levantar uma bandeira dizendo: 'Ei, este é um filme sério', ou algo assim. Algumas pessoas querem ser entretidas rapidamente. Eu admiro pessoas — e eu mesmo já fiz isso — que vão a um talk show e dizem: 'Precisamos manter os cinemas vivos, precisamos manter esse gênero vivo'. Mas outra parte de mim acha que, se as pessoas quiserem ver, como Barbie e como Oppenheimer, elas vão assistir e até fazer questão de demonstrar isso com orgulho".

O ator citou 'Frankenstein' (2025) como exemplo de filme que consegue prender a atenção do público mesmo sem ritmo acelerado. Em seguida, declarou: "Não quero trabalhar em balé ou ópera, coisas (que precisam das pessoas dizendo): 'Ei, mantenham isso vivo', ainda que ninguém mais se importe".

Chalamet reconheceu que sua fala poderia ser polêmica, acrescentando que respeita "as pessoas do balé e ópera" e brincou dizendo que havia acabado de perder "14 centavos em audiência" por suas "alfinetadas sem motivo".

A cantora de ópera Isabel Leonard, vencedora do Grammy, comentou no Instagram estar "chocada que alguém tão bem-sucedido possa ser tão mente fechada em suas opiniões sobre arte enquanto se considera um artista". O bailarino brasileiro Victor Caixeta afirmou que a ópera e o balé "sobrevivem há séculos. Vamos ver se os seus filmes ainda serão vistos em 300 anos". Já o ator Thiago Fragoso ressaltou: "Balé e ópera, meu amigo... Algumas coisas merecem existir. Vá assistir a um pouco disso".

Além de Wagner Moura e Chalamet, também concorrem ao prêmio de Melhor Ator Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke e Michael B. Jordan.