Curiosidades
Foragido, Oruam aparece com tornozeleira eletrônica em clipe e desafia Justiça
Acusado de tentativa de homicídio, rapper afirma ser perseguido: 'Estou pagando um pecado que nem é meu', diz na canção
Foragido desde o início de fevereiro, o rapper Oruam lançou, na última terça-feira (24), um clipe no YouTube com letras que provocam a Justiça. No vídeo de "Freestyle de um foragido", o artista aparece em um quarto e exibe a tornozeleira eletrônica enquanto entoa versos como: "Acho que estou lutando a guerra do meu pai / Acho que estou pagando um pecado que nem é meu" e "Acho que o culpado sou eu / Esperar algo em troca de alguém que só quer me matar".
Acusação e polêmica:
Desde julho de 2025, Mauro Davi Nepomuceno dos Santos — conhecido artisticamente como Oruam e filho do traficante Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, atualmente preso em penitenciária federal fora do Rio de Janeiro — é acusado de tentativa de homicídio contra o delegado Moysés Santana Gomes e o oficial de cartório Alexandre Alves Ferraz.
Junto ao amigo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, que também teve a prisão preventiva decretada pelo mesmo motivo, Oruam foi flagrado em vídeos, no dia 22 de julho de 2025, atacando os policiais com pedras. Os agentes estavam na casa do rapper, no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir ordem de apreensão contra um adolescente infrator.
O rapper estava em liberdade vigiada desde setembro, após dois meses preso. Desde então, Oruam teria violado a tornozeleira eletrônica quase 70 vezes, segundo autoridades. Desde 2 de fevereiro, o equipamento está desligado, motivo pelo qual a Justiça determinou o retorno do acusado à prisão preventiva. No entanto, ele não foi localizado em nenhum dos endereços informados e permanece foragido.
O que diz Oruam?
A defesa do rapper argumenta que ele "corre risco de agravamento de seu quadro mental diante da possibilidade de estar em ambiente prisional". Esse seria o motivo pelo qual Oruam ainda não se apresentou à Justiça, mesmo após a segunda decretação de prisão.
Com a repercussão do caso, o artista lançou a nova música em que se declara perseguido, autodenominando-se "gângster" e "sujeito homem".
Na petição apresentada pela defesa, um psiquiatra atesta que o jovem de 25 anos apresenta "Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Ajustamento e Transtorno Depressivo Moderado".
O laudo médico indica também possível "risco de agravamento de seu quadro mental diante da possibilidade de estar em ambiente prisional". O tratamento inclui prescrição de medicação controlada.
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