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Nação Ubuntu - A Voz dos Silenciados faz estreia mundial no Festival do Rio e traz às telas o trabalho humanitário em campo de refugiados no Malawi

Documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle foca na trajetória de quatro jovens refugiados congoleses que se uniram para mudar as vidas de quem mora no campo de Dzaleka, na África

Agência O Globo - 01/10/2026
Nação Ubuntu - A Voz dos Silenciados faz estreia mundial no Festival do Rio e traz às telas o trabalho humanitário em campo de refugiados no Malawi
Nação Ubuntu - A Voz dos Silenciados faz estreia mundial no Festival do Rio e traz às telas o trabalho humanitário em campo de refugiados no Malawi - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O documentário “Nação Ubuntu - A Voz dos Silenciados”, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido por Iafa Britz, faz sua estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio nesta segunda-feira. A obra acompanha a transformação social promovida por quatro refugiados em um campo no Malawi, com apoio institucional da ONG brasileira Fraternidade Sem Fronteiras.

O filme mostra o contexto de crise humanitária no qual Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien estão inseridos e as condições precárias em que as pessoas vivem no campo de refugiados, impedidos de sair ou exercer profissões, sem documentação ou cidadania reconhecida, sofrendo hostilidade dos moradores do Malawi.

Além disso, o documentário denuncia a situação de crise em vários países da África, principalmente a República Democrática do Congo, que se encontra em uma guerra civil pouco noticiada mundialmente.

A produção nasceu do contato da produtora Iafa Britz com o trabalho da Fraternidade Sem Fronteiras, em sua primeira visita a Moçambique em 2015 e depois ao Malawi, em 2019, quando convidou Fontenelle para conhecer a iniciativa.

Ele não só aceitou o convite, como viu a oportunidade para um documentário. Em março de 2020, Iafa, Paulo, o diretor de fotografia Julio Cesar Siqueira e Andrei Moreira, diretor voluntário da ONG, passaram dez dias no campo Dzaleka e ficaram impactados com o projeto para educação, batizado de “Nação Ubuntu”, desenvolvido por quatro refugiados congoleses que ali viviam - Maick, Prince, Feli e Frank - e a brasileira Clarissa Paz, que deixou o Brasil para se dedicar à missão humanitária no Malawi.

O filme conta também com a consultoria de Renato Noguera, escritor e estudioso da causa negra e da história da África.

Devido à pandemia de COVID-19, a produção só conseguiu retomar as filmagens cinco anos depois, desta vez com uma equipe mais estruturada. Nas duas etapas de filmagem, o projeto contou também com profissionais locais, que foram treinados e integrados à equipe. Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados conta com investimento do FSA, é uma produção da Migdal Filmes e tem distribuição da Downtown Filmes.

A estreia mundial será nesta segunda-feira, 5 de outubro, às 18h45, no Centro Cultural FGV. No dia seguinte, 6 de outubro, o filme terá duas sessões abertas ao público: às 18h, no CineCarioca José Wilker 1, e às 19h, na Estação Claro Rio 5, esta última seguida de debate.