Brasil
Funcionários da Caixa avaliam nova proposta para o Saúde Caixa e podem encerrar greve nacional
Sindicato apresentará termos negociados em assembleia na segunda-feira; banco aceitou aumentar teto de custeio do plano de saúde para 9% a partir de 2027
Em paralisação por tempo indeterminado desde o dia 10 de setembro, os empregados da Caixa Econômica Federal entram em uma semana decisiva. Na próxima segunda-feira (21), a categoria vai se reunir em assembleias virtuais e presenciais por todo o país para votar a aceitação ou rejeição da nova proposta apresentada pela direção do banco sobre o Saúde Caixa — o principal ponto de impasse nas negociações deste ano.
O novo acordo, construído em rodadas de negociação com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), prevê o aumento do limite de participação do banco no custeio do plano de saúde de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. A medida amplia o investimento financeiro da instituição e preserva regras históricas de custeio exigidas pelos bancários.
Reorganização de mensalidades e dependentes
Caso seja aprovada pelos trabalhadores, a proposta estabelecerá novos parâmetros de mensalidade e coparticipação para os próximos anos. A partir de 2027, a contribuição dos titulares ficará fixa em 3,7% da remuneração-base.
Para a inclusão de dependentes, os valores mensais definidos na proposta do banco são os seguintes:
Dependentes diretos: R$ 560
Dependentes indiretos (filhos entre 21 e 24 anos): R$ 660
Dependentes indiretos (filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes): R$ 900
Anistia e compensação de dias parados
Além das mudanças estruturais na gestão do plano de saúde, o texto do acordo disciplina o tratamento dado aos dias de paralisação registrados ao longo da mobilização.
De acordo com o sindicato da categoria, o dia de paralisação realizado em 20 de agosto será integralmente abonado pela instituição. Quanto aos dias úteis em que os funcionários aderiram à greve nacional em setembro, a proposta estabelece que as horas deverão ser compensadas no trabalho ao longo de um prazo de até 180 dias.
A decisão de aceitar a proposta e retomar o atendimento regular em todo o país depende exclusivamente do resultado do pleito que ocorre no início da semana.
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