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Maçonaria e poder: G∴A∴D∴U - TFA∴

Coaracy Fonseca 09/10/2026
Maçonaria e poder: G∴A∴D∴U - TFA∴
Coaracy Fonseca - Foto: Reprodução

Serei preso a mando de forças antidemocráticas e da seita secreta que domina o Tribunal de Justiça de Alagoas e parte do Ministério Público, caso prevaleçam os adeptos da violência, contrários aos cristãos católicos. Eles iniciaram pela agressão covarde de minha filha no interior do Maceió Shopping. Isto não vai ficar impune. Identifiquei a agressora, que é assistida em processo pela Defensoria Pública de Alagoas. Coincidência? Só o tempo vai dizer.

Eles estão dominando as redes sociais e e-mails domésticos, ninguém consegue enviar uma mensagem ou indexar artigos em blogs privados. Sempre agiram por debaixo dos panos, camuflados, e hoje encontram mais uma oportunidade de derramar sangue através de rebeliões sangrentas, leiam o livro de D. João Evangelista Martins Terra e o clássico livro de E. Vilhena de Moraes. Eles não acreditam no Deus cristão, são ateus, diferente de outros ligados a partidos políticos e filosofias, que não são contrários à Democracia e a liberdade de expressão.

Os integrantes da seita secreta acreditam no grande arquiteto no universo. O deus deles. Procuram dominar as academias de letras e as obras de caridade, são soldados do mercado, do capital. Eles têm o intuito de destruir a Constituição social e acabar com direitos dos trabalhadores dos setores públicos e privados. Os católicos precisam abrir os olhos para a reflexão, ou terão a nossa Igreja destruída.

Eles oferecem homenagens às autoridades públicas de relevo que se identificam com seus preceitos e aos maçons “adormecidos”. Os ateus da seita secreta adotam apelidos para os “irmãos”. D. Pedro I foi denominado pela alcunha de “Guatimozim”. Os maçons não acreditam no Deus revelado, abominam disfarçadamente Jesus Cristo. As grandes lojas tomaram força nos países de tradição protestante, a exemplo dos Estados Unidos da América, que busca dominar de vez o Brasil e destruí-lo culturalmente assim como fizeram com outras nações.

O alinhamento de setores maçônicos com o presidente que governou o Brasil entre 2019 e 2022 deixou registros públicos. Em 21 de janeiro de 2019, o Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro adotou oficialmente uma adaptação do lema presidencial.

A expressão escolhida foi “Brasil acima de tudo, GADU acima de todos”. A sigla significa Grande Arquiteto do Universo. O decreto determinava sua utilização nos documentos institucionais e obrigava as lojas vinculadas a realizar uma sessão comemorativa.

A determinação foi cumprida. O próprio Grande Oriente do Brasil registrou uma dessas sessões em Três Rios, em 22 de agosto de 2019. Aproximadamente 60 integrantes de oito lojas participaram do encontro dedicado ao lema.

A adoção oficial da mensagem é um sinal concreto de alinhamento daquela entidade estadual com o governo. Não se tratava apenas da preferência eleitoral de associados: uma orientação institucional passou a ocupar documentos e atividades organizadas.

Outro episódio envolve um discurso intervencionista. Em 15 de setembro de 2017, durante um evento maçônico em Brasília, um general afirmou que, caso as instituições não resolvessem a crise política, “nós teremos que impor uma solução”.

O militar posteriormente chegou à Vice-Presidência da República. Em agosto de 2019, participou de uma homenagem à Maçonaria no Congresso, ao lado de parlamentares e dirigentes maçônicos. Os registros mostram interlocução direta com o Executivo e o Legislativo.

São fatos relevantes para examinar influência política e compromissos institucionais. Eles documentam aproximação com o poder e um discurso de intervenção em ambiente maçônico, mas não demonstram uma decisão coletiva de organizar violência, sempre busca a invisibilidade. Por isso, o Papa Leão XIII, em Encíclica à qual já fiz referência em outros artigos, avisou que é preciso desmascará-los. O pior inimigo é o oculto!

A história oferece outro campo de investigação. Na Europa do século XIX, a Carbonária possuía uma estrutura reservada, com graus e órgãos dirigentes. A Enciclopédia Italiana, da Treccani, identifica a Alta Venda como sua direção superior e descreve semelhanças organizacionais com a Maçonaria.

O verbete “Carbonari”, da Enciclopédia Católica, registra o recurso carbonário a assassinatos e revoltas armadas. Esse documento trata de uma organização histórica europeia, distinta da Maçonaria brasileira contemporânea.
No Brasil, a atuação política maçônica é objeto de pesquisa universitária. Uma dissertação defendida na USP em 2022 examinou a Vigilância da Pátria, loja clandestina do Primeiro Reinado que articulava outras lojas e reunia importantes personagens políticos.

O historiador Alexandre Mansur Barata também estudou a organização maçônica e suas disputas com a Igreja Católica. Seu artigo em História, Ciências, Saúde – Manguinhos analisa investimentos em educação e beneficência na disputa pela influência sobre a sociedade brasileira. Esses estudos permitem compreender redes de relacionamento e estratégias de atuação política.

No Executivo e no Legislativo, interessa esclarecer compromissos que possam produzir favorecimentos. No Judiciário e no Ministério Público, devem ser examinadas relações capazes de interferir em julgamentos ou investigações. O objeto da apuração é a conduta, não a filiação isoladamente.

A posição atual da Igreja Católica também é explícita. Em 13 de novembro de 2023, o Dicastério para a Doutrina da Fé reafirmou a proibição da participação ativa de católicos na Maçonaria, por incompatibilidade doutrinária. A orientação alcança igualmente os clérigos.

O documento mantém como referência a declaração de 1983: segundo a Igreja, os fiéis inscritos em associações maçônicas estão em situação de pecado grave e não podem receber a Comunhão. A proibição, portanto, permanece.

Nenhum compromisso privado pode justificar proteção à violência. Nenhuma fraternidade deve assegurar privilégios diante da Justiça. A cobrança democrática por transparência, investigação independente e responsabilidades demonstradas.