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Feriado, Copa do Mundo e Eleições, ano difícil para o Mercado Imobiliário?
Se Copa, eleições e feriados derrubassem o mercado imobiliário, o Brasil já teria parado de vender imóveis há décadas.
Todo início de ano com calendário ‘barulhento’ traz a mesma previsão apressada: ‘este ano não é bom para o mercado imobiliário’. O problema é que essa análise ignora o que realmente move o setor: o mercado imobiliário não responde ao calendário político ou esportivo, ele responde à demanda estrutural, ao crédito, à renda e ao patrimônio.
E quando olhamos para os dados, e não para as manchetes, a história é outra. Nos últimos ciclos, o mercado imobiliário brasileiro mostrou uma característica clara: ele cresce mesmo em cenários considerados adversos. Em 2020, em plena pandemia, as vendas de imóveis novos cresceram cerca de 8%, mostrando que a demanda por moradia não desaparece nem em momentos de crise. Em 2021, o crédito imobiliário atingiu um recorde histórico, com mais de R$ 255 bilhões financiados no país, impulsionando lançamentos e vendas em praticamente todas as regiões.
E quando olhamos para anos com Copa do Mundo e eleições, o padrão se repete: em 2018, as vendas residenciais avançaram mais de 19% em relação ao ano anterior; em 2022, mesmo com um cenário macroeconômico mais desafiador, o crédito imobiliário somou cerca de R$ 241 bilhões, o segundo maior volume da história.
Esses números deixam claro um ponto importante: o mercado imobiliário não é movido por feriados ou ciclos políticos, mas por demanda estrutural. E, hoje, essa demanda é dupla. De um lado, existe a demanda por moradia, sustentada por déficit habitacional, formação de novas famílias, migração interna e crescimento de cidades médias. Essa demanda existe todos os anos, independentemente do cenário político ou esportivo. Do outro, cresce de forma consistente a demanda por desejo e patrimônio.
O Brasil passou a ser observado como ativo imobiliário desejado, tanto por brasileiros quanto por estrangeiros. Mercados de alto padrão e luxo se fortaleceram, impulsionados por uma camada da população com alto poder aquisitivo, que compra imóveis por escolha, proteção de valor e estilo de vida, e não por necessidade imediata. Esse público não depende do financiamento tradicional e não reage a ruídos de curto prazo. Ele olha para localização, escassez, qualidade do produto e valor no longo prazo.
Além disso, o Brasil não é um mercado único. São vários mercados operando ao mesmo tempo. Enquanto uma região desacelera, outra acelera. Enquanto um nicho ajusta, outro cresce. Por isso, 2026 não tende a ser um ano de retração, mas sim um ano de maturidade do setor.
Um ano em que:
– leitura de dados será diferencial competitivo
– educação e formação de times ganharão ainda mais relevância
– liderança preparada fará a diferença entre crescer ou apenas sobreviver
– nichos bem definidos terão mais resultado do que volume genérico
O mercado imobiliário brasileiro não está enfraquecendo. Ele está se sofisticando. E quem entender isso agora vai navegar 2026 com muito mais consistência do que quem ainda olha apenas para o calendário. Se você conhece alguém no mercado imobiliário que ainda acredita que Copa, eleições e feriados derrubam o setor, compartilhe este conteúdo com essa pessoa, que ainda tem tempo de mudar a mente. Às vezes, o que muda o resultado não é o ano, é a forma de analisar o mercado.
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