Alagoas
No Dia Mundial Sem Tabaco, Sesau alerta sobre os riscos dos cigarros eletrônicos
Aparelhos modernos e sabores atrativos disfarçam perigos e aumentam o vício entre jovens, segundo a Secretaria de Saúde de Alagoas.
Neste domingo, 31 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial Sem Tabaco, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) faz um alerta importante à população alagoana: o alto risco associado ao uso dos cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes ou pods. Apesar de serem divulgados como alternativas menos prejudiciais ao cigarro convencional, esses dispositivos promovem rápida dependência e podem causar sérios danos à saúde em pouco tempo de uso.
Nos últimos anos, a indústria do tabaco tem investido em novas estratégias para atrair consumidores, especialmente jovens. Apostando em aparelhos com design moderno, apelo tecnológico e uma grande variedade de sabores – dos doces e frutados aos que lembram bebidas, como café com baunilha e piña colada –, esses produtos apresentam embalagens chamativas que mascaram os riscos e sugerem, de forma enganosa, um hábito inofensivo.
Eunice Canuto, coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da Sesau, ressalta que o interesse das empresas tabagistas é puramente comercial, sem preocupação com a saúde pública. “A indústria do tabaco sempre priorizou o lucro em detrimento da vida das pessoas. Com o cigarro eletrônico, criaram um produto atrativo para viciar jovens, ocultando a presença de substâncias químicas perigosas e altamente nocivas”, afirma.
Muitos usuários acreditam que estão inalando apenas vapor de água, o que é um equívoco, alerta Eunice Canuto. Segundo ela, o vapor dos cigarros eletrônicos contém uma mistura de nicotina concentrada e solventes químicos. “O uso frequente pode desencadear diversas doenças, como a bronquiolite obliterante, conhecida como ‘pulmão de pipoca’, que provoca inflamação e obstrução das pequenas vias aéreas pulmonares, dificultando a respiração”, explica.
Doenças relacionadas ao tabaco
Enquanto os mais jovens se arriscam com a “novidade”, pessoas acima dos 45 anos já enfrentam as graves consequências do cigarro tradicional, como problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), além do aumento dos casos de câncer de pulmão, boca, garganta e próstata. Essas doenças impactam não apenas os pacientes e suas famílias, que frequentemente necessitam de cuidadores, mas também geram elevados custos ao Sistema Único de Saúde (SUS) devido às internações.
Núcleos de Apoio ao Fumante
Para apoiar quem deseja abandonar o tabagismo, a Sesau mantém uma parceria contínua com os municípios alagoanos por meio de 74 Núcleos de Apoio ao Fumante distribuídos pelo Estado. Esses núcleos oferecem atendimento multiprofissional, triagem clínica e acompanhamento terapêutico gratuito.
“Vencer a dependência é um grande desafio, mas ninguém precisa enfrentá-lo sozinho. A rede estadual está de portas abertas para oferecer suporte médico e psicológico gratuito, fundamental nesse processo”, destaca Eunice Canuto.
Arapiraca se destaca como referência na descentralização do serviço, com 16 núcleos em funcionamento, seguida por Maceió e Pilar, que contam com 11 núcleos cada. O planejamento da gestão estadual prevê a expansão dessa rede de apoio, garantindo acolhimento técnico a todos que desejam abandonar o consumo do tabaco.
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