Alagoas

Paulo Dantas concede incentivos fiscais e locacionais a 19 empresas, que devem investir mais de R$ 750 milhões

Ana Beatriz Rodrigues / Agência Alagoas 25/02/2026
Paulo Dantas concede incentivos fiscais e locacionais a 19 empresas, que devem investir mais de R$ 750 milhões
Empresas devem investir mais de R$ 750 milhões em hotelaria, indústria de transformação, alimentos, mineração e construção civil. - Foto: Thiago Sampaio / Agência Alagoas

O governador Paulo Dantas assinou, na tarde desta quarta-feira (25), decretos que concedem incentivos fiscais e locacionais do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin) para 19 empresas. Com os benefícios, as empresas devem investir mais de R$ 750 milhões nos setores de hotelaria, indústria de transformação, alimentos, mineração e construção civil.

 

“Mais uma vez estamos demonstrando segurança jurídica, institucional, política, e capacidade técnica. Isso é criar um ambiente saudável de competitividade para os nossos empresários, reduzindo impostos e tornando Alagoas o melhor local para se investir. Nós estamos falando de 5 mil postos de trabalho que serão gerados”, destaca Paulo Dantas.

 

As empresas beneficiadas estão localizadas nas cidades de Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, Maragogi, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, Rio Largo e União dos Palmares. Juntos, os empreendimentos contemplados representam cerca de 1.903 empregos diretos e 3.547 empregos indiretos, totalizando 5.497 novas oportunidades de trabalho em Alagoas. 

 

"Nós já temos uma empresa em Alagoas, no Polo Petroquímico. Esse incentivo é um estímulo à produção. Estamos aqui em Alagoas há 17 anos e estamos muito felizes. Nossa empresa busca isso: firmeza, solidariedade, amizade e cumplicidade. Esses foram os motivos que nos levaram até aqui. E o incentivo, sem dúvida, é uma mola mestre excepcional”, exclamou o sócio Administrador da Corr Plastik Tech, Manuel Orestes.

 

Avanço na transição energética

 

Durante o evento, o governador assinou o contrato para implantação do Novo Atlas Solar e Eólico de Alagoas, estudo estratégico que vai orientar, com base técnica e científica, a expansão dos investimentos em energias renováveis no estado. 

 

A última versão do Atlas Solar e Eólico foi lançada em 2008. Desde então, essa atualização foi muito pleiteada. Atualmente, mais de 80% da produção primária de energia de Alagoas é proveniente de fontes limpas, percentual que representa aproximadamente o dobro da média brasileira. 

 

Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o estudo irá identificar, com precisão, as áreas mais promissoras para implantação de projetos solares e eólicos, oferecendo segurança jurídica e ambiental para investidores.

 

“Muitos empresários sonhavam com esse Atlas e hoje o governador deixa um legado gigantesco para Alagoas. Com esse estudo, vamos atrás de investidores. A base técnica é o que dá a segurança para o empresário. Então, com toda certeza, é um divisor de águas para o nosso estado e para toda transformação energética de Alagoas”, pontua a secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico, Comércio e Serviço, Alice Beltrão.

 

A criação do mapa eólico e solar amplia significativamente as possibilidades de atrair novos investimentos industriais para o estado. “Até então, Alagoas estava em desvantagem por não possuir um estudo técnico detalhado sobre o regime de ventos, o que nos deixava fora do mercado de parques eólicos, que já beneficia outros estados. Com a correção desse hiato técnico, estamos prontos para viabilizar a chegada de novas empresas.", explicou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra

 

Com dados confiáveis e planejamento estratégico, Alagoas amplia sua competitividade nos leilões de energia e se torna ainda mais atrativa para financiamentos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste do Brasil.