Alagoas

Teto cedendo e vergalhões expostos: MPAL aponta estado "severo de deterioração" na Cavalaria da PM em Maceió

Prédio da década de 90 oferece riscos à saúde dos militares e necessita de nova sede urgente; promotora Karla Padilha cobra agilidade em processo de R$ 14 milhões

Redação com MPAL 25/02/2026
Teto cedendo e vergalhões expostos: MPAL aponta estado 'severo de deterioração' na Cavalaria da PM em Maceió
Teto cedendo e vergalhões expostos: MPAL aponta estado "severo de deterioração" na Cavalaria da PM em Maceió - Foto: MPAL

O Batalhão de Polícia de Radiopatrulha Montada (BPRMon), a tradicional Cavalaria da Polícia Militar, foi alvo de uma inspeção rigorosa do Ministério Público de Alagoas (MPAL) nesta terça-feira (24). O cenário encontrado na unidade, localizada no bairro Chã da Jaqueira, foi descrito como precário e insalubre pela promotora de Justiça Karla Padilha.

Estrutura em Colapso De acordo com o MPAL, o prédio, construído na década de 90, não recebe manutenção adequada há anos. Entre os principais problemas listados estão:

  • Riscos Estruturais: Fiações expostas, vergalhões à mostra em pilastras e tetos com risco de desabamento.
  • Saúde Pública: Presença de mofo, fungos e bactérias devido a infiltrações severas, o que coloca em risco a saúde dos militares.
  • Inviabilidade de Reforma: A promotora destacou que o nível de deterioração é tão alto que apenas a construção de um novo prédio seria viável.

O Entrave dos R$ 14 Milhões Embora exista um processo tramitando para a construção de uma nova sede, com orçamento previsto de R$ 14 milhões, o Ministério Público teme que a obra não saia do papel. O órgão citou o exemplo negativo do Quartel-Geral da PM, cuja reforma deveria durar seis meses e já se arrasta por quatro anos.

"Se os policiais não tiverem os seus direitos garantidos, se torna impossível cumprirem os papéis com motivação e qualidade. É preciso que o Estado dê a contrapartida", ressaltou a promotora Karla Padilha.

Impacto no Policiamento O atraso em obras de infraestrutura da Segurança Pública tem gerado custos extras com locações de imóveis e fragmentação do serviço administrativo. O MPAL agora deve confeccionar um relatório detalhado e cobrar do Comando-Geral da PM e do Governo do Estado providências imediatas para garantir a segurança do efetivo especializado.