Alagoas
Do resgate à liberdade: o balanço do trabalho do Cetas em 2025
Centro de Triagens de Animais Silvestres recebeu mais de 7 mil animais em Alagoas e devolveu mais de 4,7 mil à natureza
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) divulgou, nesta quarta-feira (14), um balanço das atividades do Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), gerido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao longo de 2025.
Durante os doze meses do ano passado, o Cetas recebeu 7.218 animais silvestres, que passaram por avaliação clínica e física e, em sua maioria, foram reabilitados. Esses animais chegaram ao centro por meio de entregas voluntárias, resgates e apreensões realizados pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), IMA e Ibama.

As aves foram os animais mais recebidos, totalizando 4.528, seguidas por 1.570 mamíferos e 1.120 répteis, todos identificados e, em sua maioria, marcados com microchips ou anilhas.
Entre as aves, destacaram-se o papa-capim-baiano (Sporophila nigricollis), representando 19,1% do total, e o sibite (Coereba flaveola), com 11,3%. Entre os mamíferos, o cassaco (Didelphis albiventris) foi o mais registrado, correspondendo a 67,9% dos atendimentos, seguido pelo bicho-preguiça (Bradypus variegatus), com 9,9%. Já entre os répteis, os jabutis (Chelonoidis carbonaria) representaram 50% dos recebidos, e a jiboia-da-mata-atlântica (Boa atlantica), 15,2%.
Do total de animais recebidos, 4.730 foram devolvidos saudáveis ao seu habitat natural. Outros 494 foram encaminhados para instituições autorizadas em diferentes estados do país, por não apresentarem condições de retorno à natureza. No entanto, 1.210 animais não resistiram, devido a ferimentos graves, debilidade, estresse, doenças ou manejo inadequado, e vieram a óbito.
“O trabalho desenvolvido pelo Cetas é fundamental para a proteção da nossa fauna silvestre. É neste local que animais resgatados de situações de risco, como tráfico, maus-tratos, acidentes ou perda de habitat, recebem atendimento veterinário, alimentação adequada e todo o cuidado necessário para sua reabilitação. O objetivo principal é devolver esses animais à natureza sempre que possível, garantindo que eles possam voltar a cumprir seu papel no equilíbrio ambiental”, destaca o gerente de Fauna e Flora do IMA, Henrique Lessa.
O IMA reforça que, além do resgate, a conscientização é fundamental. Retirar animais silvestres da natureza, mesmo com intenção de ajudar, pode causar sofrimento, comprometer sua sobrevivência e configurar crime ambiental. Ao encontrar um animal silvestre em área urbana, acione o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) pelos números (82) 9 8833-5879 ou 190 para solicitar o resgate.
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