Alagoas
Sesau alerta para aumento do risco de acidentes com escorpiões durante o verão
Altas temperaturas favorecem proliferação do animal; cuidados simples podem evitar acidentes, alerta a Secretaria de Estado da Saúde.
Fabiano Di Pace / Ascom Sesau
No verão, as altas temperaturas criam condições ideais para a reprodução dos escorpiões, aumentando o risco de acidentes com esses aracnídeos. O alerta é do coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Clarício Bugarim, que recomenda atenção redobrada, especialmente para idosos, crianças e pessoas com imunidade baixa.
“É necessário limpar com frequência as caixas de gordura e mantê-las vedadas. Também é importante verificar sapatos, toalhas e roupas antes de usá-los, para evitar surpresas desagradáveis”, orienta Clarício.
O técnico da Sesau destaca ainda outros cuidados fundamentais, como cobrir ralos de banheiros e acondicionar bem o lixo, a fim de não atrair baratas, que fazem parte da cadeia alimentar dos escorpiões. Além disso, é importante evitar o acúmulo de entulhos e materiais de construção. “Evite colocar as mãos em buracos no solo, troncos ou pedaços de madeira e, sempre que necessário, utilize luvas para realizar esse tipo de tarefa”, ressalta.
Dados
De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, Alagoas registrou 14.379 acidentes com escorpiões em 2025, sem nenhuma ocorrência de óbito. As cidades com maior número de casos foram Maceió (5.174), Arapiraca (1.254) e São Miguel dos Campos (552).
O que fazer em caso de acidentes
Em caso de picada de escorpião, recomenda-se lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna, evitar esforço físico e buscar atendimento imediato em uma unidade de saúde.
“É fundamental não amarrar o local da picada, nem aplicar qualquer substância ou curativo fechado, pois isso pode favorecer infecções. Também não se deve cortar, perfurar ou queimar o local, nem oferecer bebidas alcoólicas ao acidentado, pois elas não neutralizam o veneno e podem piorar o quadro clínico”, alerta Clarício.
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