sexta-feira, 01 de julho de 2022

Notícias

In:

Governo prioriza aliados na divisão de recursos da Saúde, mostra jornal

Por Imprensa Lula

Vacinação de crianças indígenas na UBS Aldeia Jaragua Kwaray Djekupe

Em extensa reportagem publicada no domingo, 15, jornal O Globo demonstra o total descaso da gestão do governo Bolsonaro na saúde dos brasileiros, especialmente durante a pandemia. Segundo a reportagem, em 2021, em vez de usar critérios técnicos, o Fundo Nacional de Saúde, de onde sai o dinheiro para comprar ambulâncias, construir hospitais e pagar atendimentos médicos, distribuiu boa parte dos R$ 7,4 bilhões em emendas de relator a redutos eleitorais de caciques do chamado Centrão. O fato mostra a entrega da gestão do dinheiro público da saúde nos estados e municípios a poucos aliados no Congresso, fazendo do FNS um instrumento de negociação política.

De acordo com o diário fluminense, “com a expansão do poder do Congresso sobre o Orçamento e o avanço da pandemia, a quantia em emendas que irriga o FNS cresceu 112% entre 2019 e 2021. Quase metade desse aumento se deu via orçamento secreto, mecanismo por meio do qual são distribuídos, de forma desigual, recursos entre parlamentares, dando poder de barganha ao governo e a seus aliados na cúpula do Congresso”.

O jornal compara os valores destinados a municípios do Rio para demonstrar os critérios políticos. Reduto do líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes, São Gonçalo, com 1,2 milhão de habitantes na região metropolitana, recebeu R$ 133 milhões em emendas parlamentares, dos quais R$ 111 milhões via orçamento secreto, enquanto a capital, com 6,7 milhões de habitantes, recebeu R$ 14 milhões.

As distorções seguem em outros municípios. Itaboraí, vizinha de São Gonçalo, ficou com R$ 39 milhões, dos quais R$ 18 milhões via orçamento secreto, enquanto Niterói, que tem mais que o dobro da população, mas é governada por um partido que faz oposição ao governo Bolsonaro, recebeu R$ 10 milhões, dos quais R$ 3 milhões por meio de orçamento secreto.

Vergonha do século 21

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito críticas constantes ao descaso do presidente Jair Bolsonaro com a pandemia e também com a criação do orçamento secreto, que como o próprio nome diz, retira transparência do destino do dinheiro público, algo fundamental e prática dos governos petistas, que criaram instrumentos que facilitavam esse acesso, como a Lei de Acesso à Informação, que completou dez anos nesta semana.

Em entrevista recente, Lula afirmou que o orçamento secreto é uma vergonha nacional. Ele também questionou: “Por que esse orçamento é secreto? Por que nós que criamos a Lei da Transparência, o Congresso Nacional, que deveria obedecer à lei que ele criou, que é a Lei da Transparência, não mostra para quem vão essas Emendas, quem são os beneficiados, quem é que recebe investimento? Por que é secreto?

Gestão da saúde na pandemia

Sobre o trato do presidente Bolsonaro com a pandemia, Lula disse que ao menos metade das mais de 660 mil mortes pela Covid-19 deve ser creditada à irresponsabilidade do governo na gestão da doença. “Mortes que poderiam ter sido evitadas, se o Brasil tivesse agido de forma civilizada. Se o presidente tivesse agido de forma minimamente democrática e humanista, se tivesse ouvido a ciência, se tivesse ouvido a medicina, se tivesse ouvido os governadores, se tivesse ouvido os secretários de saúde, se tivesse ouvido a Organização Mundial da Saúde, certamente, a gente não teria o desastre que nós tivemos com a pandemia no nosso país”.

Compartilhe:
Tags: ,,,,,,,,,,,,,

Comente no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *