segunda-feira, 04 de julho de 2022

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[Com medo de manifestação] Prefeito-imperador suspende por 30 dias contrato com Instituto de Palmares

Por Redação

Reunião que decidiu por suspensão do contrato com Instituto de Palmares. Decisão ainda não foi publicada

Em reunião nesta quinta-feira (12) ocorrida na sede do Rotary Club, em Palmeira dos Índios, com os representantes da sociedade civil e sindicatos, o prefeito-imperador Júlio Cezar (MDB) decidiu suspender por 30 dias o termo de cooperação de quase R$30 milhões nas áreas de saúde e assistência social – realizado com o IGPS – instituto filantrópico de Palmares.

A “parceria” com o instituto permanece – segundo decisão anunciada – para gerir os órgãos e servidores contratados da administração pública.

Com a faca no pescoço

Com uma manifestação marcada para o próximo dia 18, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social (Sindprev), Conselho Municipal de Saúde e outras organizações da sociedade civil iriam expor a face conturbada do prefeito-imperador que muda de ação em sua gestão do dia pra noite semelhantemente ao  presidente Bolsonaro.

Com medo da passeata já anunciada e que iria percorrer as ruas de Palmeira dos Índios, o “judas da Saúde” – como ficou conhecido nesse episódio, se antecipou ao ato dos movimentos sociais e propôs a suspensão do termo milionário de cooperação com o Instituto da cidade de Palmares, criando um grupo de trabalho para analisar a contratação em prazo combinado de 30 dias.

Por sua vez, sindicatos, conselho e representantes da sociedade civil resolveram transformar a passeata em assembleia pública na Praça da Independência, na mesma data, às 8:30h, onde serão repassados os informes da reunião e os pontos a serem levados ao grupo de trabalho.

Contudo a decisão do prefeito-imperador ainda não foi formalizada e publicada no Diário Oficial do Município.

O valor da contratação do serviço apenas para a área de administração também não foi divulgado.

Vale frisar que o termo de cooperação apresenta um valor global de quase R$30 milhões e sua suspensão ou execução parcial resultaria em um novo contrato, o que consequentemente geraria um novo procedimento licitatório – fato que inviabiliza a suspensão anunciada pelo prefeito-imperador.

Em outras palavras ou se suspende/rescinde todo o contrato ou não se pode executar o existente parcialmente, ou seja, pelo contrato não pode suspender a “gerência” na saúde e Assistência social e manter na administração.

Malandro é malandro, mané é mané

É evidente que a decisão do prefeito-imperador é meramente eleitoreira com o objetivo de estancar os atos e manifestações dos membros da sociedade civil no dia 18.

Com a eleição às portas uma manifestação dessa monta prejudicaria a frágil imagem da candidata do prefeito-imperador no pleito de outubro.

E agora vereadores?

Como foi publicado aqui nesta Tribuna do Sertão, dos quinze vereadores apenas quatro se manifestaram contra a “privatização da saúde”: Edinho Queiroz (PP), Salomão Torres (PSB), Sheila Duarte (PT) e Cristiano Ramos (PDT).

Como se posicionarão os edis agora? Aceitarão os termos dessa proposta e permanência  milionária do instituto com sede numa sala de 4 metros quadrados de uma galeria comercial em Palmares?

Com a palavra, os nobres edis!

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