segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

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O sertão que deu certo

Por Assessoria

Com a intervenção da artista visual Julia Nogueira, criadora da marca Ser’ Tão, um simples vagão de locomotiva se transformou numa obra de arte, como espaço cultural, colorido, no qual estará exposta parte das obras do mestre Jasson, consolidando um casamento perfeito entre a paleta de cores vivas e vibrantes da artista com o tom multicolorido dos detalhes de cada peça em madeira do artesão alagoano, que fala do mundo do sertão e da caatinga, e já ganhou fama internacional. Ambos retratam o sertão que deu certo em suas obras de arte, ambos são alagoanos e se inspiram nas potencialidades e beleza da região. 

A artista Júlia Ser’Tão Nogueira e sua obra de arte no vagão

Batizado de Resplendor, a intervenção no vagão da locomotiva é uma homenagem aos montes que formam a cidade natal do mestre Jasson, Belo Monte, à margem do Rio São Francisco. Faz jus ao talento dessa profissional que se apresenta como artista contemporânea multiversa, porque trabalha com diversas superfícies – couro, madeira, murais, etc., e há 10 anos está em processo criativo com essa identidade. Suas produções retratam e valorizam a atmosfera do cangaço, da indumentária do couro, do sertão de Alagoas, onde tudo começou, depois de uma viagem à Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar. 

Ser’Tão e o mestre Jasson

É nesse universo, que une o ambiente de trens com o mundo colorido da Ser’ Tão, e as formas talhadas na madeira do mestre Jasson, que nesta quinta-feira (2), às 19h30, o Museu Théo Brandão (MTB) entregará o Prêmio Gustavo Leite de Artista do Ano a Jasson, na 14ª edição do evento. Neste ano, o evento tem a parceria da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos e do projeto Novos para Nós.

Na mesma data, a mostra O Sol Nasce para Todos, do mestre Jasson, com obras como garrafas, cadeiras, carrancas, malas e esculturas, será aberta no Espaço Cultural Trilhos Urbanos, na Estação Central. Essa é a primeira exposição individual de Jasson e tem a curadoria assinada por Renan Quevedo. Estará na sede da CBTU até 02 de fevereiro de 2022, de terça a sexta, das 9h às 16h, e aos sábados, das 12h às 16h.

Renan Quevedo, curador da exposição, e o mestre Jasson

Mestre Jasson conta que toda a sua criação vem através de sonhos e confirmou que o sertão que ele enxerga é um sertão colorido, como suas obras de arte. “Meu sertão é alegre porque lá tem tudo de bom. É só saber ver e usar. Nem todo mundo sabe aproveitar a alegria que vem de lá”, diz lembrando que cada detalhe na sua produção de alguma forma foi mostrado pra ele. “O sonho ajuda a fazer a transformação. Cada obra que faço é uma lição que aprendo”. 

Arte na rua 

A artista visual Júlia Nogueira  também assina uma intervenção no ponto de ônibus, na frente da Estação Central, considerada patrimônio histórico. “Minha maior motivação é gerar emoção nas pessoas causada pela vibração das cores e desenhos nas intervenções. Sei que os usuários que vão passar aqui pela estação serão impactados pelo nosso trabalho. Mostramos um universo próprio, vivo, colorido, que conversa com as pessoas, mexe com a emoção, traz alegria e reflexão para elas”, disse Júlia.  

Para o superintendente de Trens Urbanos, Carlos Jorge, “sediar a exposição de um artista alagoano tão brilhante, ao mesmo tempo poder participar do Prêmio Gustavo Leite, um evento que já se consolidou no cenário cultural do Estado, não só é uma honra para a CBTU como também é um alento depois de um ano tão duro em virtude da pandemia e da tragédia da Braskem que também afetou duramente a nossa operação, prejudicando milhares de usuários que precisam do VLT para se locomover”. 

Carlos Jorge ressaltou também a beleza do trabalho da artista Julia Nogueira. “Não há quem não pare para apreciar o que ela fez no vagão da locomotiva”. Já estamos fechando 2021 e ficamos motivados com essa chance de fazer um dezembro alegre e produtivo, também graças ao evento que permitiu uma parceria com o Museu Théo Brandão, “uma ação que valoriza a beleza da nossa sede, guardiã também da cultura da nossa cidade como patrimônio histórico”.   

Mestre Jasson e o diretor do Museu Théo Brandão, Victor Sarmento

O diretor do Museu Théo Brandão, Victor Sarmento, explicou que a escolha da Estação Central da CBTU como sede do Prêmio Gustavo Leite e da mostra O Sol Nasce para Todos foi pela relevância histórica que a estação tem para a cidade de Maceió, bem como para dar uma oportunidade aos usuários de trens de ter contato com uma arte tão nobre, genuína e alagoana que são as obras do mestre Jasson. “Uma parceria entre dois órgãos federais, de um lado a UFAL, por meio do Museu, do outro a CBTU, uma união em prol da cultura, oferecendo arte de forma gratuita e a possibilidade de contato com um grande artista que é Jasson”, finalizou o diretor.

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