terça-feira, 16 de agosto de 2022

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Prefeito está “obrigado” a nomear secretários de educação e obras indicados pela Câmara

Por Redação

Prefeito estaria obrigado a nomear secretários; Se a posse de Manassés Soares e Ronaldo Raimundo não ocorrer até janeiro “o pau canta” para o ‘imperador’; No pacote ainda estaria previsto 30 contratos de prestação de serviço para cada edil palmeirense

Em abril passado prefeito e vereadores de Palmeira dos Índios “fumaram o cachimbo da paz” e o “imperador” Julio Cezar (MDB) cedeu parte das secretarias de governo e alguns cargos em comissão, além de programas sociais e outros benefícios para os edis palmeirenses. A partir daí o clima ficou amistoso e tudo estava a mil maravilhas.

O Município de Palmeira dos Índios possui dezesseis secretarias e mais 6 órgãos técnicos com status de secretaria, perfazendo vinte e duas pastas.
Porém, na oportunidade o que havia sido “negociado” entre prefeito e um grupo de onze vereadores ultrapassava o número de cinco secretarias.

José Cícero da Silva, ex-funcionário da CARPIL, indicação do vereador Madson Monteiro na Agricultura; Flávia Maria Tavares de Lima, indicação do vereador Maxuel Feitosa na Assistência Social; Manassés Furtado na Secretaria de Captação de Recursos, indicação de Cristiano Ramos; Gilmar Cavalcante Lima Junior, secretaria municipal de desenvolvimento da infraestrutura urbana e rural e Anna Luísa França, na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos foram os contemplados de abril.

Notem que os indicados ou são parentes diretos dos vereadores ou pessoas muito próximas. Outros edis, camuflaram as negociações, indicando prestadores de serviços e “gerenciando” programas sociais como o extinto “bolsa família”.

Porém, mais uma vez houve uma ruptura entre parlamentares e governo. As promessas feitas pelo prefeito aos edis não foram cumpridas em sua totalidade e há mais de 30 dias, os vereadores cansados de esperar a confirmação da “negociação política” ocorrida em abril, começaram a criticar com veemência nas sessões da Câmara a gestão municipal.

Além disso, os edis passaram a boicotar as solenidades patrocinadas pelo prefeito, deixando-o sozinho com seus assessores, inclusive na última visita do Governador Renan Filho (MDB) a Palmeira dos Índios.

Os vereadores exigiam que o “acordo” fosse cumprido à risca e passaram a jogar duro contra o “imperador” que fazia ouvidos de mouco.

Com a vantagem numérica na Câmara, o grupo de onze atraiu os 4 vereadores da base do prefeito e unanimemente (quinze vereadores) passou a cobrar o compromisso firmado em troca do silêncio.

As farpas nas sessões eram certeiras e cada um dos edis que usava a tribuna da Câmara parecia ter combinado antes da sessão os ataques ao “imperador” que tentou ignorar, mas não aguentou muito tempo.

Conta à Tribuna do Sertão, um importante interlocutor do governo municipal de Palmeira dos Índios que o clima de beligerância nos bastidores entre vereadores e prefeito era mais intenso, até com ameaças de abertura de CPI e cassação de mandato”, disse a fonte.

Mas ele revelou também que a briga está perto de chegar ao fim. Tentando se fazer de durão, o prefeito teria cedido à Câmara o restante do compromisso firmado em abril.

Irá nomear até janeiro para a Educação, o já secretário de Captação de Recursos Manassés Furtado, primo do vereador Cristiano Ramos que comandou a pasta em sua primeira gestão.

 

“Acordão” prevê mais secretarias para calar vereadores em Palmeira dos Índios que passarão a ter a metade da gestão sob seus controles

 

Nessa pasta cada vereador teria o direito de indicar 30 prestadores de serviços para agradar as bases eleitorais.

Outra nomeação é a de Ronaldo Raimundo para a SPCU, pai do Presidente da Câmara Roninha Raimundo, no lugar de Cícero Batista da Silva, o “Cicinho” irmão do próprio prefeito.

A Saúde enfim seria cedida em parte à deputada Ângela Garrote através do vereador Toninho Garrote. Ângela recentemente destinou R$500 mil de emenda parlamentar para a pasta.

“Imperador” está encurralado em seu próprio ego, diz radialista

Percebe-se a cada dia nos bastidores políticos que o prefeito de Palmeira dos Índios está encurralado diante dos vereadores. O discurso de “gestão do futuro” e de que não cederia à pressões caiu por terra de vez e o “rabo de cavalo” está cada vez maior e pode ser pisado a qualquer momento.

Comenta-se que os vereadores possuem um verdadeiro dossiê que pode implodir o governo municipal de Júlio Cezar, porém não o utilizam porque diante de um governante fraco as benesses são mais fáceis de conseguir.

É visível a fragilidade política do “imperador” que só tem respaldo no “nicho” pequeno de suas redes sociais.

Sua gestão beira ao fracasso com os serviços essenciais e básicos em frangalhos como na Saúde onde faltam até medicamentos.

Em termos de infraestrutura a obra do açude do Goiti fala por si só. Há quase 3 anos paralisada, um crime contra o povo de Palmeira que tinha o açude como cartão postal e hoje apenas tem um poço de lama fétido.

Tentando tapear o povo com reformas de pequenas praças (como a Valdomiro Mota) e projetos simplórios (como o da Praça das Casuarinas) com a má qualidade de construção, a gestão municipal só se sustenta a muito custo.

O “imperador de Palmeira” só enxerga a si próprio e ao seu ego, disse na semana passada o radialista Marcelo Lima.

O radialista que foi constrangido nas redes sociais por um ataque de um perfil falso (acredita-se numa mulher) que divulgou um “print” de uma cobrança ao prefeito de serviços prestados ao Município, tentando deturpar o fato, mostra que o “imperador” está nu.

Como no conto de Hans Christian Andersen, a “Roupa Nova do Rei”, que trata sobre a estupidez humana quando os sentidos ficam distorcidos da realidade e subjugados ao poder, ao fanatismo, ao interesse, a ingenuidade, a torpeza e principalmente a vaidade.

O imperador é facilmente manipulado por “espertos”. Tão inebriado tenta com discursos e realizações de “atos invisíveis” como se efetivamente existisse.

O conto fala sobre um imperador vaidoso que gostava de vestir roupas diferentes para determinadas ocasiões várias vezes ao dia. Tendo tomado conhecimento alguns ladrões desta vicissitude real, dirigiram-se até o rei prometendo uma roupa que nenhum alfaiate havia até então realizado. Prometeram confeccionar uma roupa que somente as pessoas mais inteligentes e sábias poderiam ver, e os estúpidos e ignorantes não conseguiriam enxergar.

O rei, tomado de um impulso vaidoso, mandou confeccionar a vestimenta, dando uma grande quantidade da riqueza da coroa aos ladrões. Quando estes foram entregá-la, o rei convidou seus ministros, seus vassalos e seus bobos da corte para participar do evento.

Ao abrir o pacote, evidentemente não havia nada, os ladrões com as mãos vazias exclamavam: Olhem como é bela.

Tanto o rei como seus ministros, vassalos e seus bobos da corte, para não passarem por ignorantes e estúpidos, todos mentirosos, fingiram ficar extasiados com a beleza do que não viam diante do nada. Os ladrões fingindo vestir o rei com a roupa imaginária para que desfilasse em cortejo público. O povo, da mesma forma, não querendo passar por estúpido e ignorante, aplaudia o nada de uma roupa imaginária.

Até que um jovem, observando a tudo, gritou: Vocês não estão vendo que o rei agora está nu?

Os demais cidadãos passaram a gritar, não havia mais o que esconder, o rei estava nu diante do povo. Constrangido, retirou-se acompanhado de seus ministros e vassalos, enquanto os bobos da corte atrás gritavam: “Bela roupa meu rei”.

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