quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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Grupos afro destacam a importância dos editais para o fomento à cultura local

Por Gabriela Lyra

Desde agosto, a Prefeitura de Maceió lançou trezes editais visando contemplar todos os seguimentos culturais da cidade. Nunca antes na história da gestão pública municipal havia sido lançados tantos editais em tão pouco tempo, com abrangência da cultura local.

Ao todo, foram destinados para os editais mais de R$ 2,8 milhões, sendo parte deste recurso proveniente de convênios federais obtidos através de emendas parlamentares do senador Rodrigo Cunha e da deputada federal Tereza Nelma, além de verba própria do Município.

Com os trezes editais lançados a partir de agosto, serão mais de 10,8 mil artistas beneficiados, e a resposta para o trabalho conduzido pela equipe da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) vem em forma do reconhecimento que a comunidade cultural está tendo pela gestão do prefeito JHC, que atua junto com a presidente da FMAC, Mirian Monte, para desenvolver e potencializar as intervenções artísticas em Maceió.

Grupo Afro Zumbi no festival “Sobreviver e Resistir: A África é logo ali”, organizado pela FMAC. Foto: Daniel Marinho

Mestre Waguinho. Foto: Divulgação

O grupo Afro Zumbi, contemplado nos editais “Xangô Rezado Alto”, no “Credenciamento de Grupos Culturais”, no “Credenciamento de Artista e Grupos da Cultura Popular” e “Credenciamento De Grupos Culturais De Matriz Africana”, relata na voz do Mestre Waguinho que os recursos que o grupo passará a receber agora vão incentivar os artistas a continuarem seu trabalho cultural.

“Me chamo Wagner Lima, mais conhecido como Mestre Waguinho, e tenho um trabalho sociocultural há 32 anos no Jacintinho com o coletivo e banda Afro Zumbi. Sabemos das dificuldades e da vulnerabilidade do nosso bairro, mas através da cultura afro estamos mudando esse quadro, mostrando à nossa comunidade que através da arte e da cultura podemos mudar essa visão negativa do nosso bairro, pois ele é bastante rico na diversidade cultural”, constata o mestre.

“Aqui nós encontramos a cultura afro, o coco de roda, o bumba meu boi, a capoeira e tantas outras manifestações culturais, e quando se trata dos editais lançados pela FMAC, nós ficamos ansiosos para poder participar. Mesmo com a burocracia, que é necessária, fizemos o impossível para nos inscrever, porque assim temos a garantia de um recurso para nos fortalecer e incentivar nossos artistas a continuarem acreditando que somos capazes”, afirma Mestre Waguinho.

Grupo Afro Zumbi no festival “Sobreviver e Resistir: A África é logo ali”, organizado pela FMAC. Fotos: Daniel Marinho

 

Grupo Afro Zumbi no festival “Sobreviver e Resistir: A África é logo ali”, organizado pela FMAC

Ainda sobre os editais, ele destaca que é muito importante e louvável a atitude da Prefeitura em lançar editais para contemplar todos os seguimentos culturais da cidade, principalmente por conta da pandemia. “Se teve uma das classes que mais sofreu nessa pandemia chama-se a classe artística, e nós que fazemos cultura só temos a agradecer aos setores públicos e privados por lançarem esses editais, porque o que nós precisamos é de uma resposta urgente a essa crise em que toda sociedade, de um modo em geral, está passando. É uma resposta para dar continuidade à política pública voltada para a cultura”, conclui Mestre Waguinho.

Mestre Cabelinho à frente da banda Afro Dendê. Fotos: Daniel Marinho

Banda Afro Dendê

Mestre Cabelinho. Fotos: Daniel Marinho

Banda Afro Dendê

“Passamos em todos que nos inscrevemos, e isso dá um fôlego para nosso projeto, que já tem oito anos e conta com mais de 50 participantes. Com o cachê que receberemos, as crianças e os adolescentes do nosso grupo vão poder comprar as coisas que eles gostam de comer, de vestir. Eles já fazem isso de um jeito bem legal, porque todas as vezes que dividimos algum cachê, eles se reúnem para ir no supermercado e fazerem compras juntos. Agora, com o recurso que vamos receber dos editais, isso vai se tornar ainda mais recorrente, e nossas crianças ficam mais felizes em participar da Afro Dendê e dar o melhor de si”, afirma o mestre da banda, que tem sede no Benedito Bentes II.

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