domingo, 25 de julho de 2021

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Coronavírus canino encontrado em humanos na Malásia

Por Assessoria

Conversamos com o PhD, neurocientista e biólogo Fabiano de Abreu Rodrigues que explica sobre as variantes de animais e seus riscos

O estudo publicado na revista “Clinical Infectious Diseases” no dia 20 de maio de 2021, observou mais de 301 amostras coletadas em 2017 de pacientes com pneumonia em Sarawak, Malásia. Desses 301 pacientes, 2,5% tinham coronavírus canino (CCoV). E desses 2,5%, todos menos um eram crianças cujas idades variavam de 5 meses a 4 anos.

A Malásia alerta para o aumento do número de mortes por COVID-19 em crianças. O primeiro-ministro Muhyiddin Yassin declarou um “bloqueio total” de duas semanas, 1 a 14 de junho, devido aos casos diários de COVID-19 e mortes atingindo números recordes. O governo alerta que o surto pode estar ligado a variantes mais contagiosas.

Conversamos com o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu Rodrigues, diretor-geral do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito e membro da Federação Européia de Neurociências que nos conta sobre os riscos das variantes, entre elas as derivadas de animais.

“É de grande importância saber interpretar para não cairmos no erro que pode levar ao desespero, principalmente num momento em que a saúde mental preocupa tanto quanto a pandemia. O coronavírus SARS-CoV-2 é responsável pela doença Covid-19 e o coronavírus CCoV é o canino. Certos tipos de coronavírus que se espalham de animais para humanos não são uma descoberta nova e isso acontece há anos.” disse Abreu.

O doutor comentou sobre os casos de coronavírus que saltou de animais para os humanos ao longo dos anos: “Em 2002, o SARS-CoV saltou de civetas para as pessoas. Dez anos depois, a MERS-CoV emergiu de camelos, em 2019, o SARS-CoV-2 começou a se espalhar pelo mundo. Com o avanço dos tratamentos médicos e com o fortalecimento do sistema imunológico humano, a maioria das pessoas conseguem superar as infecções ou, de forma natural, conseguem anticorpos e não chegam a apresentar sintomas.

Mas por que o coronavírus SARS-CoV-2 responsável pela doença Covid-19 é mais perigosa?

“A questão é que a estirpe da Covid-19 é mais contagiosa e tem maior capacidade potencial de se alastrar a um maior número de pessoas.” finaliza o doutor Abreu.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos disseram que existem atualmente três tipos de coronavírus que se espalham de animais para humanos e causam infecções respiratórias graves, que incluem 2019-nCoV, SARS-CoV e MERS-Co.

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