terça-feira, 22 de junho de 2021

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Economia de Igaci dará salto gigantesco com extração do cobre

Por Redação com assessoria

Segundo o consultor Anderson Delguíngaro, com a instalação do Projeto Caboclo em Igaci, espera-se aumentar as reservas e, por conseguinte, a vida útil do Projeto Serrote, trazendo benefícios diretos na economia do Estado (movimentando indústria, comércio e serviços), como a ampliação da participação de Alagoas no mercado de mineração.

Na justificativa, o consultor trouxe que o empreendedor ainda prevê a intensificação de parcerias nas áreas sociais e de educação com entidades municipais e ONGs inseridas nas áreas de influência, além de maior geração de tributos. Por último, o Estado não possui histórico de exploração de metais básicos, sendo a Mineradora Vale Verde a primeira em Alagoas, dada a importância da implantação desse novo projeto.
No tocante às características do empreendimento, sob critérios mineral e ambiental, o Projeto Caboclo foi enquadrado como de grande porte. A infraestrutura necessária a ser utilizada é estradas de acesso; escritório; portaria; almoxarifado; área de manutenção; energia elétrica; sistema de abastecimento de água; e serviços de comunicação.

Milhoes de toneladas de cobre
A estimativa de produção, é de que haja atividades naComunidade do Dionísio por cerca de quatros anos, movimentando minério sulfetado (bruto) em aproximadamente 2 milhões de toneladas por ano, com um teor médio de 0,51% de cobre.

Segundo o gerente geral de Operação da MVV, Tony Lima, é preciso que seja pensada, desde agora, a capacitação das pessoas que moram em Igaci, a fim de que estejam preparadas para quando o Projeto Caboclo acontecer. Tony ressaltou que ainda há um caminho a percorrer para que seja implantado na região um programa de educação profissionalizante.

Em Craíbas, esse mesmo programa começou somente há três anos, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Alagoas (SENAI/AL). Tony colocou que é requisito para trabalhar no Projeto que o empregado tenha, pelo menos, o Ensino Fundamental completo – não necessariamente um curso superior. Nesse aspecto, ele falou da dificuldade de encontrar profissionais formados em áreas específicas aqui no Estado, justamente por ser um local sem tradição minerária. Como exemplo, disse que é difícil encontrar um geólogo nascido na região. Ressaltou ser realmente importante pensar em iniciativas que agreguem os moradores da localidade nesses processos, o que deve ser avaliado a partir dos programas já nas próximas etapas do Projeto Caboclo, após diagnósticos mais aprofundados, entendendo necessidades e potenciais locais, principalmente para as comunidades vizinhas. Trouxe, ainda, a perspectiva de explorar mais os impactos positivos com a chegada de um empreendimento na região – no sentido de geração de renda e empregabilidade – acreditando que a Educação é um dos melhores caminhos para se seguir no caminho certo.

O gerente geral de Operação da MVV disse que a empresa é privilegiada de ter na região uma oferta de mão de obra relativamente populosa e é intenção da companhia aproveitá-la. Ele colocou que na implantação do Projeto Serrote, 70% dessa mão de obra foi usada localmente, isto é, com pessoas de Arapiraca e Craíbas e regiões vizinhas até 45 km do empreendimento localizado no Sítio Lagoa do Mel. Em Igaci, ele afirmou que o mesmo número percentual de mão de obra do Agreste alagoano deve ser considerado.

Zelo com a comunidade
A secretária Municipal de Saúde de Igaci, Patrícia Manuela, ressaltou que percebe que a parte de investimento da MVV será muito maior que os impactos ambientais. Ela pediu que a empresa tenha o máximo de zelo com a comunidade Dionísio, sobretudo, com relação à oportunidade de emprego. Patrícia salientou que se for necessário que essas pessoas se capacitem, que a empresa avise com antecedência o poder público, para este buscar meios de fazê-lo ou mesmo a própria MVV possa garantir essa qualificação profissional dos moradores da região.

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