sábado, 08 de Maio de 2021

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Cresce a quantidade de casas inteligentes no Brasil

Por Redação

As casas inteligentes, que há poucos anos pareciam previsões estranhas de filmes futuristas, rapidamente ganharam muito espaço no mundo e agora chegaram com força ao Brasil. Ainda que uma automação residencial completa seja cara e inacessível no país, alguns elementos facilitam a montagem aos poucos das casas inteligentes.

As casas inteligentes consistem na automação de pequenos processos rotineiros de dentro do lar em um único sistema, que pode ser controlado através de aplicativos de smartphone ou pela própria voz, dependendo do modo como a integração é feita. Assim, os moradores podem trancar as portas, acender as luzes, abrir as janelas, colocar uma música e ligar eletrodomésticos, tudo com comandos pré-definidos. A comunicação entre os objetos da casa é feita através da chamada “Internet das coisas”.

Em um primeiro momento, muitos ainda acham desnecessária a automação da casa, principalmente por conta da aparente simplicidade das tarefas realizadas pelos dispositivos. No entanto, a economia de tempo que as casas inteligentes podem causar estão atraindo muitos brasileiros. Além disso, a comodidade da automação pode mudar completamente a vida dos deficientes físicos, que conseguem tornar as tarefas rotineiras mais acessíveis.

Os dispositivos que ajudaram a divulgar a ideia de casa inteligente para os brasileiros foram os assistentes virtuais. O mais famoso é a Alexa, que pode ser controlada pela voz e utiliza informações da internet para ajudar os usuários. Ela pode tocar músicas, colocar filmes, informar o tempo, ler notícias, falar as horas e ainda se integrar aos outros equipamentos da linha para possibilitar o controle de outros elementos dentro da casa. Com o preço mais baixo, eles podem dar um “gostinho” de como é controlar tudo com comandos de voz.

Mas, o grande fator para a consolidação do modelo de residência inteligente no mercado brasileiro foram as novas tecnologias de segurança. Manter a casa segura sempre foi uma prioridade por aqui. Então, quando a automação residencial passou a atender essa necessidade, o setor deslanchou. Hoje, é possível ter fechaduras protegidas por biometria ou leitura facial e câmeras que são transmitidas diretamente para os smartphones, entre outras tecnologias.

Uma pesquisa realizada em 2017 mostrou que 4,3% dos brasileiros já tinham algum equipamento para automação residencial e mais de 63% já conheciam o conceito. Entre eles, 81,3% afirmaram que o maior benefício do modelo era a melhoria e o controle na segurança do lar. O segundo benefício mais citado foi a possibilidade de controlar a iluminação remotamente.

Em 2020, mesmo em meio à crise, ficou evidente o crescimento no setor das casas inteligentes. Uma pesquisa feita pela Statista estimou um faturamento de 1,1 bilhão de dólares para o segmento no Brasil. A projeção ainda indica crescimento de 22% ao ano no futuro próximo. Atualmente, nosso país ocupa a décima primeira colocação no ranking dos países onde as casas inteligentes mais geram faturamento. Os primeiros lugares são ocupados por Estados Unidos (U$25,2 bilhões), China (U$24,7 bilhões) e Japão (U$5,1 bilhões).

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