quinta-feira, 04 de Março de 2021

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Sonetos de Camões

Por Laurentino Veiga

Zeiny Souza, sócia do Escritório Tríade Soluções Contábeis Ltda – divide as atividades com minha filha primogênita Vanessa Veiga, Professora da Seune e Fama. Da sala de aulas à prática, desenvolvem suas atividades a contento dos clientes.

           Da dileta amiga recebi Sonetos de Luís Vaz de Camões, editado pela Principis (Brasil), composto de poemas e de questões de vestibular Comentadas. De grande valia aos vestibulandos alagoanos e, por conseguinte, ilustram a vida e obra do imortal lisboeta.

            A propósito, Camões descendeu de uma família decadente, e por isso, foi obrigado a ingressar na carreira militar a fim de garantir sua sobrevivência. Perdeu um de seus olhos, dificultando sua projeção literária. Contudo, com o lançamento de Os Lusíadas (1579), projetou-se no Velho Mundo ultrapassando os umbrais do tempo.

            Vê-se na sua requintada obra: A fermosura desta fresca serra, Eu cantarei de amor tão docemente, Eu cantei já, e agora vou chorando, Eu vivia de lágrimas isento, Ferido sem ter cura perecia, Lembranças que lembrais meu bem passado, Leda serenidade deleitosa, Na metade do Céu subido ardia, Memória de meu bem, cortado em flores, Na ribeira do Eufrates assentado, Nádiades, vós, que os rios habitais, No mundo poucos anos, e cansados e outros poemas imorredouros.

            “Na epopeia de Os Lusíadas descreve a viagem de Vasco da Gama, que, por sinal, representou o povo português às índias, durante as navegações que ocorreram no século XV. Um presente às novas gerações e, sendo assim, imortalizou-se na contemporaneidade. Tornando-se inovador no gênero literário que engloba os clássicos que manteve seu estilo erudito.”

            No Soneto 168, vê-se: “O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a Fama e a riqueza. O tempo o mesmo tempo de si chora. O tempo busca e acaba o onde mora. Qualquer ingratidão, qualquer dureza. Mas não pode acabar minha tristeza. Enquanto não quiserdes vós, Senhora”.

            Por outro lado, o escritor lusitano, reascende a paixão e o amor, dando-lhes conotações versáteis no tempo que escreveu com a maestria que lhe era peculiar. “Amor é um fogo que arde sem se ver. É ferida que dói, e não se sente. É um contentamento descontente. É do que desatina sem doer. É querer estar preso por vontade. É servir a quem vence, o vencedor.

           Em 2018, estive na bela Lisboa, recheada de saudades e de cantos. Minha esposa advogada Aurilene Veiga, deleitou-se com a beleza da Terra de Eça de Queroz e de Fernando Pessoa. Foi muito proveitosa a viagem e, ao mesmo tempo, Sonetos nos fez lembrar Portugal que descobriu a Terra de Santa Cruz com muita propriedade. Presente de nosso saudoso filho Francis Lawrence Morais Da Veiga. Voltou à Casa do Pai. Tão cedo!

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