quarta-feira, 05 de agosto de 2020

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Francisco Sales cobra que Braskem informe às famílias o valor da indenização antes de sair dos imóveis

Por Assessoria

Durante reunião, na manhã desta sexta-feira (31), com o diretor de relações institucionais da Braskem, Milton Pradines, o vereador Francisco Sales (PSB) cobrou que a empresa informe às famílias o valor da indenização antes que cada imóvel seja desocupado. Mesmo com o acordo de compensação, celebrado entre a Justiça e a mineradora, as famílias afetadas estão descontentes com o andamento das ações.

A principal queixa dos moradores tem sido a ausência de informação de quanto receberão pelo imóvel e a demora em que a perícia nas residências seja realizada, principalmente no bairro de Bebedouro. “É necessário ter maturidade política para resolver os problemas desses quatro bairros. A empresa precisa informar às famílias quanto elas irão receber pelo imóvel antes de abandonar suas casas, até para que elas possam se programar e tentar reconstruir suas vidas depois dessa tragédia”, disse Francisco Sales.

O vereador fez a interlocução dos principais pedidos e reclamações para empresa, visando construir um diálogo mais aberto e sanar o sofrimento da população afetada pelas rachaduras em suas casas, que até hoje buscam por uma indenização justa.

Outro ponto debatido na reunião foi a ampliação do número das equipes da junta técnica. Segundo Francisco Sales, os moradores estão aguardando entre dois a quatro meses para que a vistoria no imóvel seja feita e isso acarreta em muitos problemas. “Foi solicitado que o número das equipes da junta técnica seja ampliado e acabasse com esse prazo longo, passando a agilizar todo o processo. São muitos imóveis e somando o tempo que isso demandará, muitas famílias vão passar por transtornos maiores”, disse o vereador.

Proliferação da dengue
Com a saída dos moradores dos imóveis, a Braskem realizou uma demolição parcial das estruturas para evitar que elas voltassem a ser ocupadas. Mas por outro lado, esses locais estão servindo de ponto de venda e consumo de drogas, além de facilitar a proliferação do mosquito da dengue.

No bairro de Bebedouro, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) notificou um crescimento muito alto de pessoas infectadas pelo mosquito, o que colocou o bairro em situação de risco de surto da doença nesse período. “Por esses motivos pedi que essas casas sejam fechadas totalmente. Essas casas abandonadas estão ficando totalmente abertas, sem porta, sem janelas e sem telhado e vem servindo de ponto de drogas”, disse Francisco Sales.

Interdição da via entre Bebedouro e Centro
Também foi solicitado à empresa a instalação dos sismógrafos, instrumento que detecta, amplia e registra as vibrações da Terra, sejam elas provocadas por processos naturais ou pelo homem, no trecho que segue interditado na Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, que liga o bairro de Bebedouro ao Centro.

O vereador alertou que o trânsito da cidade sofrerá um colapso muito grande quando as escolas retornarem as aulas e o comércio recuperar totalmente sua força após essa pandemia. “A interdição da via que liga Bebedouro ao Centro já vem mostrando o reflexo do caos que será o trânsito e precisamos dessa segurança para que aquela via seja reaberta, além de cobrar da Prefeitura e Governo em não colocar em andamento o projeto do Eixo Bebedouro”, completou o vereador. Esse Eixo Bebedouro irá intercalar Centro, Chã de Bebedouro, Chã da Jaqueira e Santa Amélia.

O diretor de relações institucionais da Braskem se comprometeu em apresentar respostas para os questionamentos dos moradores até a primeira quinzena do mês de agosto.

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