domingo, 16 de Maio de 2021

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Hospital da Mulher celebra mais de 200 altas de pacientes com a Covid-19

Por Assessoria

Hospital da Mulher deu alta ao 210º paciente de Covid-19 nesta sexta (Foto: Carla Cleto)

O Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, localizado no bairro Poço, em Maceió, comemorou a alta médica do 210º paciente da Covid-19. O número foi alcançado nesta sexta-feira (5), quando novos pacientes deixaram o ambiente hospitalar e retornaram para as suas casas, livres do novo coronavírus.

Um dos exemplos, foi dona Benedita da Conceição da Silva, de 65 anos, que mora no município de Pilar, distante 34 km da capital. Ela ficou internada na semi-intensiva do Hospital da Mulher durante 12 dias. De acordo com ela, o primeiro sintoma da Covid-19 foi a tosse seca, passando para as dores nas costas, falta de apetite, fraqueza em todo o corpo e mal-estar.

Nos primeiros dias, chegou a tomar água de coco e remédios para melhorar o quadro da tosse. Contudo, não adiantou muito. Os sintomas só aumentavam. Ao dar entrada no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Pilar, a médica solicitou seu encaminhamento imediato para o Hospital da Mulher.

“A equipe me tratou muito bem, não tenho do que reclamar. Hoje, graças a Deus, estou me sentindo melhor de como eu entrei aqui. Receber alta hospitalar no dia em que completo 65 anos de vida é, pra mim, uma vitória. O que eu posso pedir daqui pra frente? É saúde, paz e felicidade. Nada mais. Depois que a gente passa por uma situação dessas, ficamos mais gratos em relação a todas as coisas da vida”, relatou a idosa, ao lembrar dos quatro filhos e seis netos, e ao receber um mini bolo preparado pela equipe do HM.

Médico do HM, Luiz Guilherme de Almeida, diz que a alta de um paciente é a coração do trabalho profissional (Foto: Marcel Vital)

O coordenador médico do Centro de Terapia Intensiva Covid-19 do Hospital da Mulher, Luiz Guilherme de Almeida, destacou que o momento é de vitória e esperança. Ele disse que a emoção não é só dos familiares, mas, também, da equipe do hospital, que está vivendo diariamente a luta contra a pandemia.

“Estamos comemorando mais de 200 altas hospitalares em dois meses de funcionamento. Desde o início da pandemia, sabíamos que seria muito difícil e que enfrentaríamos muitos obstáculos. Cada alta hospitalar é uma vitória, não só para os familiares, como também para a equipe multidisciplinar do hospital” destacou.

Isolamento – A recomendação do isolamento não é à toa, pois, mesmo recebendo alta do hospital, o vírus ainda pode estar no organismo. É o que explica o coordenador médico do Centro de Terapia Intensiva Covid-19 do Hospital da Mulher. Segundo o especialista, o processo de recuperação dos pacientes acontece de duas formas.

A primeira, a “cura clínica”, ocorre quando não há mais sintomas da doença. Já a “cura microbiológica” significa que o organismo eliminou totalmente o vírus, algo que pode demorar mais para acontecer. “Isso varia muito de pessoas para pessoa. Aparentemente, os pacientes levam algum tempo eliminando o vírus, principalmente se compararmos casos leves e graves. A maioria leva duas semanas e, em alguns casos, até 28 dias”, explica.

Nos casos mais graves, normalmente, as pessoas apresentam dificuldades para respirar e precisam de internação. “Pode ser um caso de três ou 14 dias de internação. A depender da situação, segundo os protocolos médicos, os medicamentos e o suporte de oxigênio, com os cuidados de fisioterapeutas e enfermeiras, deixam o paciente bem o suficiente para ir para casa”, afirmou Luiz Guilherme.

Nestes casos, o isolamento em casa deve ser feito de preferência em um quarto, sem manter contato direto com os demais membros da família para não haver contaminação. Talheres devem ser separados, assim como produtos de higiene pessoal”, orientou.

De acordo com o coordenador médico do Centro de Terapia Intensiva Covid-19 do Hospital da Mulher, o paciente só está recuperado, de fato, quando ele está sem sintomas. Mais especificamente sem febre e tosse (forte) por, pelo menos, três dias. “Lembrando que uma tosse leve, pigarro, pode permanecer com o paciente por um tempo”, ressaltou o especialista do HM.

Ainda segundo Luiz Guilherme de Almeida, os casos leves são aqueles que podem permanecer em casa. Porém, entre o quinto e o sétimo dia, o paciente deve ficar atento para uma possível piora ou melhora dos sintomas. Caso não apresente qualquer melhora, é preciso procurar ajuda médica. “Principalmente, se tratar das pessoas no grupo de risco, ou seja, os hipertensos, os diabéticos e os cardíacos, por exemplo”, enfatizou o médico.

Médico do HM, Luiz Guilherme de Almeida, diz que a alta de um paciente é a coração do trabalho profissional (Foto: Marcel Vital)

Casos assintomáticos – Algumas pessoas podem ter o vírus e não apresentar sintomas. Com isso, não saberão que estão doentes. “A proporção da quantidade desses casos ainda não é clara. Imagina-se que a pessoa também possa transmitir, mas ainda não se sabe o alcance disso. Esse é um dos motivos que tornam o distanciamento social tão importante. Ele dificulta a transmissão, não importa se o transmissor é um caso leve, grave ou assintomático”, concluiu.

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