domingo, 07 de junho de 2020

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Em conversa com Jó Pereira, especialistas em educação sugerem protocolo de cuidados na volta às aulas

Por Ascom Jó Pereira

Deputada conversou com especialistas em educação sobre volta às aulas

Desigualdade social, importância dos espaços escolares, adequação e capacitação dos profissionais da educação, e a criação de um protocolo de cuidados foram alguns dos assuntos abordados na quinta-feira (21), durante o programa Conversa Aberta que discutiu “O desafio da volta às aulas depois do isolamento: o que Estado e Municípios devem fazer?”. A live, que aconteceu ao vivo no canal do Youtube da deputada estadual Jó Pereira, contou com a participação de especialistas da área da educação.

“É importante que nesse momento possamos unir esforços para enfrentarmos os diversos desafios no pós-pandemia. E para isso precisamos começar a pensar e planejar agora os caminhos a serem seguidos daqui por diante. Não se constrói o futuro no futuro… Precisamos começar hoje, agora”, ressaltou a deputada, propositora do debate.

Para o professor Vital Didonet, membro fundador da Rede Nacional da Primeira Infância – RNPI, esse não é o momento de ter pressa para o retorno das aulas e tudo deve ser planejado para evitar surpresas negativas e problemas ainda maiores: “Enquanto não houver uma vacina ou cura que atenda toda população, a melhor opção é continuarmos em casa. Precisamos começar a planejar e criar estratégias para o retorno das atividades. Não adianta voltarmos agora e fecharmos as portas novamente. Hoje a casa é ainda o lugar de maior segurança e proteção”.

Uma das sugestões propostas pelo professor é a criação de um protocolo de cuidados envolvendo as áreas da educação, saúde e assistência social para garantir os cuidados necessários aos alunos e funcionários nos espaços escolares. “Esse protocolo irá nortear todo processo necessário para proteção dos alunos, professores e funcionários nas escolas. A ideia é que nele esteja especificado, por exemplo, como será a recepção das crianças nas escolas, organização dos espaços escolares, número de alunos por sala, materiais de higiene pessoal, recursos financeiros para manter as escolas, entre outros” explicou.

Outro ponto importante, segundo Didonet é pensar na saúde mental das pessoas pós-pandemia. “O mundo todo está sentindo o impacto que essa pandemia esta causando. O emocional das crianças, pais e professores foram duramente afetados. Precisamos pensar na saúde mental de todos, envolver as universidades, os cursos de psicologia para dar assistência e suporte às secretarias de educação no retorno das escolas”.

De acordo com o presidente da Undime, professor Luiz Miguel Martins, é fundamental o planejamento das ações presenciais nas escolas e a capacitação e adequação dos profissionais da educação na nova realidade enfrentada no fim da pandemia. “Precisamos nos adequar, nos reorganizar, mas acima de tudo garantir o direito a aprendizagem.

Para a coordenadora de projetos do Todos pela Educação, Thaiane Pereira as ações precisam ser conjuntas e efetivas. “É impossível enfrentar a reabertura das escolas sem o apoio da saúde e da assistência social. Precisamos garantir que os alunos recebem todo apoio necessário. Esse desafio não deve e não pode ser enfrentado apenas pela educação. É necessário que haja a união de esforços, ações intersetoriais, articulação e engajamento entre as áreas para que todas as ações sejam efetivas”, completou Thaiane.

Ainda de acordo com Thaiane, outro grande e antigo problema – amplificado nesta pandemia – do país é a desigualdade social. “Os mais prejudicados são de fato os mais vulneráveis, principalmente as crianças e adolescentes que não têm acesso a dispositivos eletrônicos e nem a internet para acessar os conteúdos on-line aplicados por muitas escolas da rede pública de ensino. A gente observa é uma disparidade muito grande entre o ensino público e privado. As lacunas de aprendizado têm ampliado cada vez mais. É necessário que, de imediato, encontremos meios que possam ser disponibilizados e que cheguem a essas crianças” frisou.

O deputado Marcelo Beltrão, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos alunos e professores da rede pública e lembrou o trabalho que os profissionais da saúde vêm desenvolvendo na linha de frente da pandemia. Disse ainda, que a lição que fica de tudo isso são as mudanças de valores e as boas práticas que levaremos para o resto da vida.

A deputada federal Tereza Nelma, que também participou do debate, parabenizou a iniciativa de Jó Pereira e ressaltou a necessidade de se pensar também na educação especial e na criação de projetos que atenda os mais vulneráveis. “É um grande desafio que temos pela frente, mas precisamos continuar trabalhando para encontrarmos caminhos”.

“Um dos legados que a pandemia vai nos deixar é que a educação tem que ser prioridade em todos os aspectos. Precisamos ampliar o senso de urgência para as necessidades da educação. Que a educação seja cada vez mais urgência e prioridade e que esse legado de solidariedade e cuidado coletivo permeei todas as áreas. Que a gente se preocupe com a educação dos nossos filhos, dos filhos do vizinho e principalmente com a educação dos filhos dos mais vulneráveis”, finalizou Jó.

 

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