domingo, 07 de junho de 2020

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Banco de leite humano registra queda de 50% no número de doadoras e adapta o serviço de coleta em domicílio

Por Assessoria

        Serviço de pasteurização garante a qualidade do leite doado aos bebês da UTI Neonatal (Foto: Samuel Alves)

O Banco de Leite Humano Ivete França (BLH), órgão municipal responsável pela coleta que alimenta os bebês prematuros da UTI Neonatal do Hospital Regional de Arapiraca, registra uma queda de 50% no número de doadoras. De um total de 27 mães cadastradas, neste último mês, apenas 13 realizaram a doação do leite materno.

Para continuar com o serviço, mesmo durante a pandemia, o Município adapta o sistema de coleta  em domicílio para garantir segurança às mães doadoras. A coordenadora do BLH, Maria Cledja Santos, explica que para realizar  a coleta, a equipe responsável recebeu treinamento, usa equipamentos de proteção individual e intensifica os cuidados com  higiene, seguindo o protocolo de coleta e armazenamento.

“A nossa proposta e a preocupação do Município é dar continuidade a este importante serviço, responsável por salvar vidas de bebês prematuros, garantindo também a segurança e acolhimento às doadoras. Para isso, adaptamos o nosso serviço. Todas as orientações de coleta e armazenamento são passadas às mães, por telefone. E, a partir de agendamento, nossa equipe vai até a residência, disponibiliza o kit de coleta e recolhe os recipientes com o leite”, explica a gerente.

Além do trabalho, coleta, pasteurização e distribuição do leite materno, o BLH também realiza um importante serviço de orientação às mães que apresentam dificuldade com a amamentação. Durante esse período de quarentena, os atendimentos presenciais foram suspensos, mas a equipe de profissionais segue com o trabalho via ligação telefônica, através do contato (82) 9 8109-8112, das 8h às 12h e 14h às 17h, e do  instagram @bancodeleite.

“Através desses contatos,  é possível orientar e realizar o agendamento para coleta. Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação”, afirma Maria Cledja Santos.

A coordenadora ainda ressalta que, com o leite materno, o bebê prematuro se desenvolve com mais saúde, tem mais chances de recuperação e fica protegida de infecções, diarreias e alergias. “Qualquer quantidade de leite pode ajudar. 1 ml já é suficiente para nutrir um recém-nascido a cada refeição, dependendo do peso. A doação é um ato de amor que salva vidas”, completa.

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