domingo, 23 de Janeiro de 2022

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Detran/AL incentiva conscientização para o trânsito na orla maceioense

Por Assessoria

Mais uma ação do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) levou a mensagem da campanha Maio Amarelo para a população durante a manhã deste domingo (26). A equipe Lei Seca, política pública coordenada pela autarquia, realizou uma ação educativa em parceria com diversos órgãos municipais e estaduais, na Av. Sílvio Viana, conhecida como Rua Fechada.

O início da ação foi marcado por uma caminhada promovida pela Gerência de Atenção à Pessoa com Deficiência (GAPD), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), onde vítimas de acidentes de trânsito deram os seus depoimentos em alusão à campanha.  A Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de Maceió, Secretarias Municipais de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet), Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas (CBMAL) e Centros Especializados de Reabilitação (Cers) foram parceiros na ação.

Prevenção de acidentes

De acordo com o coordenador da operação Lei Seca em Alagoas e presidente do Fórum Permanente das operações Lei Seca no Brasil, tenente Emanuel Costa, o objetivo da atividade é prevenir acidentes de trânsito a partir da educação. “Essas ações estão presentes para que as pessoas se conscientizem e não sejam a próxima vítima. A intenção é trabalhar para que elas não morram, e nem fiquem sequeladas pelo resto da vida”, afirma.

A gerente de Atenção à Pessoa com Deficiência, Marilda Silva Costa, ressalta que o Detran/AL, por meio da Lei Seca, já é parceiro há três anos em campanhas educativas, como o Maio Amarelo e a Semana Nacional de Trânsito. “A Lei Seca faz parte do processo de evitar acidentes, e não contribuir com o crescimento do índice de pessoas com deficiência. Caso o acidente aconteça, a gerência dá toda atenção a essas pessoas, encaminhando para centros de reabilitação e fazendo todo um trabalho para que as famílias sofram menos”, explica Marilda.

Servidores do órgão executivo de trânsito lotados na Lei Seca estiveram presentes na Rua Fechada para esclarecer as principais dúvidas da população sobre o teste de alcoolemia e a durabilidade do álcool no organismo. De forma lúdica, através de exemplos práticos com enxaguante bucal, bombom de licor, e cerveja sem álcool. Além disso, os servidores distribuíram material educativo, como panfletos didáticos com dicas de trânsito, adesivos para carro, ventarolas, entre outros.

Educação para o Trânsito

O engenheiro civil Márcio Joaquim, de 44 anos, costuma correr na Rua Fechada todo final de semana. Pela primeira vez, ele teve a oportunidade de fazer o teste de alcoolemia, e conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela Lei Seca. “Fiz o teste normal e tomando enxaguante bucal. Achei interessante porque uso em casa, e se eu parasse numa blitz iria ficar confuso. Agora eu tenho a justificativa, com dez ou quinze minutos posso repetir o teste que vai estar zerado. Muito interessante, mais uma coisa que a gente aprende e agrega no nosso dia a dia, passando pra toda a família”, diz.

Assim como Márcio, a professora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Maria Cícera Firmo, também participou da ação educativa do Detran/AL. Para ela, a campanha Maio Amarelo e a luta pela conscientização no trânsito têm um significado muito profundo. “Em 1987, meu pai foi vítima de um atropelamento. Ele ia para o trabalho, e o cara que o atropelou estava alcoolizado. Devido a esse acidente, meu pai veio a falecer menos de um mês depois. Até a data de hoje, o rapaz que o atropelou não prestou nenhum socorro ou assistência”, conta.

Ela nota que, atualmente, a maior imprudência dos condutores é dirigir usando o celular. “Eu já presenciei até motoristas de ônibus dirigindo com o celular no ouvido, pondo em risco não só a sua vida, como também a de terceiros. Por isso que eu vim fazer parte dessa campanha, para contribuir de alguma forma”, afirma.

A perda precoce do pai fez com que Maria se dedicasse a espalhar a mensagem de responsabilidade no trânsito, e, em maio de 2019, 32 anos após o trágico acidente, a professora é uma das parceiras no Manifesto pela Vida.

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