quarta-feira, 19 de junho de 2019

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História em Discursos

Por Laurentino Veiga

Ulysses Guimarães proferiu discurso em 5 de agosto de 1988, no Plenário da Câmara dos Deputados como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.Segundo ele, “ A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos dos demagogos que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam.Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”.

Marco Antonio Villa é historiador, com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.É considerado um dos maiores conhecedores da História Política do Brasil.Através da Editora Planeta do Brasil Ltda trouxe à tona a História  em Discursos – 50 Discursos que mudaram o Brasil e o Mundo – onde selecionei alguns que mudaram a saga nacional/ internacional. Evidentemente, que deixei de fora alguns ditadores que macularam as próprias gestões com seus pensamentos fascistas e, portanto, aniquilaram as esperanças da Humanidade.

Na sua apresentação, o autor diz os discursos selecionados foram pronunciados em momentos de intensa disputa da política. Não economizam  no duro confronto de ideias. Raramente o objetivo é a conciliação. Demonstram que o franco debate possibilita melhor compreender uma determinada conjuntura política e apresentar  caminhos alternativos.

Em assim sendo, consta no rol dos homens públicos que já se foram as seguintes personalidades: Péricles ( Ca. 495-429 a.C); Sócrates ( 470-399 a.C); Marco Antônio ( 83/30 a. C); Marco Túlio Cícero ( 106/43 a. C); Santo Agostinho ( 354/430); São João Crisóstomo ( 347/407); Lourenço de Médici ( 1449/1492); Padre Antônio Vieira ( 1608/1697); Maximilien Robespierre ( 1758/1794); Thomas Jefferson ( 1743/1826); Frei Caneca ( 1779/1825); Simón Bolívar ( 1783/1830); Lord Byron ( 1788/1824); Alexis  de Tocqueville ( 1805/1859); Victor Hugo ( 1802/1885); Abraham Lincoln ( 1809/1865); Antero de Quental ( 1842/1891); Joaquim Nabuco (1849/1910); Silva Jardim ( 1860/1891); William Jennings Bryan ( 1860/1925); Sílvio Romero ( 1851/1914); Ricardo Flores Magón ( 1873/1922); Ortega Y Gasset ( 1883/1955); Rui Barbosa ( 1849/1923); Getúlio Vargas ( 1883/1954); Franklin Delano Roosevelt ( 1882/ 1945); Francisco Franco ( 1892/1975).

Por outro lado, vê-se alguns ilustres pensadores que deixaram marcas indeléveis a saber: Francisco Campos ( 1891/1968); Winston  Churchill ( 1874/ 1965); Charles de Gaulle ( 1890/ 1970); Mahatma Gandhi ( 1869/1948); Juan Domingo Perón ( 1895/1974); Thomas Mann( 1875/1955); Ho Chi Minh ( 1890/1969); Afonso Arinos de Mello Franco ( 1905/1990); Nokita Kruschev ( 1894/ 191); Mao Tsé-Tung ( 1893/1976); John Kennedy ( 1917/1963); Carlos Lacerda ( 1914/1977); Martin Luther king ( 1929/1968); Ulysses Guimarães ( 1916/1992); Mikhail Gorbachev.

Diga-se, de passagem, trata-se de um livro memorialista capaz de desvendar dúvidas e, ao mesmo tempo, ampliar conhecimentos a todos os admiradores dos homens públicos que viveram sua época à altura dos acontecimentos históricos.E, por isso, assinalo alguns pensamentos válidos para reflexão no mundo atual.

Escrevera o gênio de sua época Padre Antônio Vieira: “ Quantas vezes se viu Roma ir a enforcar um ladrão, por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, ou um ditador, por ter roubado uma província…” A título de ilustração, pensar na Justiça brasileira com relação aos políticos brasileiros dos dias atuais.Organização: Francis Lawrence.

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