quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

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Renan Calheiros diz que, como líder do PMDB, tem mais liberdade para fazer indicações de cargos públicos

Por Cinara Corrêa
Renan Calheiros e Padre Eraldo, durante a Missa do Vaqueiro em Delmiro Gouveia (Foto: facebook)

Renan Calheiros e Padre Eraldo, durante a Missa do Vaqueiro em Delmiro Gouveia (Foto: facebook)

O senador Renan Calheiros, líder do PMDB – maior partido do País – disse, nesta segunda-feira, 20, durante entrevista ao programa Fique Alerta, que, nessa nova função, pretende conseguir um maior protagonismo junto ao governo federal. Lembrou que o partido tem, hoje, 21 senadores, o que representa 27 por cento dos 81 senadores de todo o País.

Lembrou que, durante os quatro anos em que foi presidente do Congresso Nacional, preferiu se omitir no que se refere a indicações de cargos públicos. “Não seria recomendável que eu participasse das indicações de ministros, por exemplo. Agora, como líder do PMDB, essa situação muda e eu quero estar à altura desse grande partido que eu represento”, afirmou.

Sobre a repatriação, que está sendo julgada esta semana, em Brasília, como uma grande ajuda aos estados brasileiros, Renan Calheiros disse que Alagoas já fez o seu papel, de ajuste de finanças, o que está, inclusive, sendo reconhecido a nível nacional. “Alagoas fez o seu ajuste, através do aumento da receita e da arrecadação, mesmo durante a crise, apesar de ser um Estado com grande comprometimento de arrecadação”, analisou. O senador acredita que a nova rodada do programa arrecade cerca de R$ 30 bilhões, em 2017.

Sobre a retomada da economia, o senador acredita que o País esteja direcionado para o caminho certo. “O Brasil que se viabilizou é o que começa a dar certo. Vamos continuar baixando os juros e priorizando as exportações”, previu.

Em relação à sabatina do ministro afastado da Justiça, Alexandre de Moraes, que acontece nesta terça-feira, no Senado Federal, Renan Calheiros disse acreditar que a tendência é de uma votação tranquila, apesar de, certamente, ser bastante longa. “Não deve haver problema nessa votação. Alexandre de Moraes tem um vasto currículo, será uma sabatina longa e importante, que acontecerá na Comissão de Constituição e Justiça. Aliás, ele já foi sabatinado pelo Senado quando assumiu uma vaga no Conselho Nacional de Justiça, em 2015”, recordou. Sobre a eventual dificuldade a ser colocada pela oposição, Renan acredita que seja importante, “porque as sabatinas devem ser explicativas”, resumiu.

Em relação às ações da Lava Jato, o líder do PMDB disse que apoia qualquer operação que tenha como objetivo esclarecer denúncias que, na opinião dele, devam ser apuradas. “Como presidente do Senado, conseguimos aprovar as delações, elas devem ser regulamentadas. Acredito que seja fundamental apoiar quaisquer que sejam as investigações e apurações; desde que não façam confusões junto à opinião pública”.

Sobre a aprovação, na última semana, no Senado, da realização das vaquejadas como esporte, Renan Calheiros foi categórico. “A vaquejada precisa voltar. Há dois anos, quando estava na presidência do Senado, regulamentamos a profissão de vaqueiro, uma das mais antigas do nosso País. Trata-se de um importante empreendimento econômico, claro que compatibilizado com o bom trato aos animais”, avaliou. “É uma manifestação cultural típica do Nordeste e que, certamente, vai gerar renda e emprego para a região”, comentou.

Ao deixar a presidência do Senado, no começo deste mês e assumir a liderança do PMDB, Renan Calheiros está dispondo de um maior tempo livre, para estar mais presente em Alagoas. No último fim de semana, participou da Missa do Vaqueiro em Delmiro Gouveia, ao lado do prefeito Padre Eraldo Cordeiro (PSD).

 

 

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