segunda-feira, 20 de Maio de 2019

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Sesau orienta como prevenir o HPV e sobre as causas em homens e mulheres

Por Ivan1

Aluna da rede estadual recebendo a vacina contra o HPV (Foto: Carla Cleto)

Aluna da rede estadual recebendo a vacina contra o HPV (Foto: Carla Cleto)

  As três letras utilizadas para definir a doença são siglas para o nome em inglês do papiloma vírus humano. Ao contrário do que muitos imaginam, a doença acomete homens e mulheres, mas a maior preocupação dos especialistas é o fato da doença ser sexualmente transmissível e levar maiores riscos às mulheres, com o câncer do colo de útero.

Alagoas – De acordo com o Programa Estadual de Combate ao Câncer, apenas em 2013, 265 pessoas foram tratadas regularmente contra o câncer do colo de úteroem Alagoas. Os dados de 2014 devem ser divulgados pelo Ministério da Saúde em outubro deste ano.
Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Para este ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos.
Vale ressaltar que o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas dos cânceres de mama e de brônquios e pulmões. O número de mortes por câncer do colo do útero no país aumentou 28,6% em 10 anos, passando de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação pelo Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
De acordo com Fernanda Santos, gerente do Programa de Saúde da Mulher, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alagoas tem quatro hospitais que são referência no tratamento do câncer do colo de útero (Chama e Afra Barbosa, em Arapiraca; Santa Casa de Misericórdia e Hospital Universitário, em Maceió): “Ao apresentar os sintomas a paciente deve procurar uma unidade básica de saúde e, de acordo com o resultado dos exames, é encaminhada para um especialista, e o tratamento, se necessário, é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou.
O HPV é considerado um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato anogenital. Nem todos esses casos levam a uma doença cancerígena. Contudo, a maioria deles, ou seja, 70% dos casos, desenvolvem HPV de alto risco oncogênico.
Como a principal forma de transmissão do vírus do HPV é pela via sexual, o contágio pode acontecer e, nem sempre ou de forma tardia, a pessoa pode apresentar sintomas. Quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do HPV, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.
Em homens e mulheres os sintomas aparecem de forma diferenciada. A verruga (que é a forma mais visível de suspeita da doença) pode aparecer de tamanhos variados. No homem, é mais comum na glande do pênis e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns do HPV surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões do HPV também podem aparecer na boca e na garganta.
Quando o paciente suspeitar de algum desses sinais como sendo por infecção do HPV, é recomendável procurar imediatamente um profissional de saúde, para a confirmação da suspeita e o início do tratamento adequado e imediato, afinal, o risco de câncer na maioria dos casos é alto.

 Prevenção – A realização regular de exames preventivos como o Papanicolau e a citologia, podem detectar alterações precoces no colo do útero. Desde 2014, o Ministério da Saúde iniciou uma campanha de vacinação contra o HPV no Brasil, para prevenir a doença. Inicialmente, a vacina foi aplicada em meninas de11 a 13 anos. Em 2015, o MS ampliou essa vacinação para meninas de9 a 11 anos.
A expectativa é vacinar 4,94 milhões de meninas. Com isso, o Ministério acredita que, junto ao grupo da faixa etária vacinada no ano passado, “essa pode ser a primeira geração praticamente livre do risco de morrer de câncer de colo de útero”, afirma a publicação no site do órgão.
As vacinas já estão disponíveis em 36 mil salas de imunização espalhadas pelo Brasil. A orientação para este ano é que elas também sejam disponibilizadas em escolas públicas e particulares, além de parcerias com as secretarias estaduais e municipais de saúde, com a finalidade de atingir 80% do público-alvo.
Por ser nova (a comercialização mundial teve início em 2007) o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. A eficácia da vacina é comprovada em mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual. Estimativas indicam que, até 2013, foram distribuídas cerca de 175 milhões de doses da vacina em todo o mundo. A sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Para a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde firmou parceria com o Butantan e o Merck. Foram investidos cerca de R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina durante cinco anos – período necessário para a total transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro. Para2015, aprevisão do Ministério da Saúde é de adquirir 11 milhões de doses.
A novidade para este ano é a inclusão de 33,5 mil mulheres de9 a26 anos que vivem com HIV. Segundo especialistas, esse público é mais suscetível a complicações decorrentes do HPV, com índice de probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral.
“A vacina é extremamente segura; uma proteção para a vida. Além de proteger a menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida. Por isso, devemos alertar os pais e responsáveis sobre a importância da vacina. A parceria com as escolas é fundamental nesse esforço do Ministério da Saúde. Precisamos contar com a colaboração dos pais e das escolas para conseguir alcançar a nossa meta e começar a escrever outra história no nosso país de enfrentamento a essa doença, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres no Brasil”, afirmou ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante o evento de lançamento da campanha, no início deste mês de março.

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