Vida Esportiva
Lista de Ancelotti é mais jovem que convocação olímpica de Tóquio e tem média cinco anos abaixo da Copa
Grupo chamado para enfrentar Austrália e Índia tem média de 24,4 anos; primeira relação para Olimpíada de 2021 tinha 24,6, enquanto elenco do último Mundial chegou a 29,6
A primeira convocação de Carlo Ancelotti após a Copa do Mundo evidenciou, nos números, a renovação anunciada pelo treinador. Os 26 jogadores convocados para os amistosos contra Austrália e Índia têm média de 24,4 anos. O número é ligeiramente inferior aos 24,6 da primeira lista para a Olimpíada de Tóquio e mais de cinco anos abaixo dos 29,6 registrados pelo grupo que participou do último Mundial.
A diferença em relação à Copa é de pouco mais de cinco anos por jogador. O Brasil disputou o Mundial com a maior média de idade de sua história na competição: 29 anos, seis meses e 29 dias. Quatro meses depois, Ancelotti apresenta um grupo cuja idade está mais próxima do início do que do fim de um ciclo de seleção.
Dos 26 jogadores que estiveram na Copa, apenas nove permaneceram: Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo, Bruno Guimarães, Endrick, Raphinha, Rayan e Vinicius Junior. Assim, quase dois terços dos nomes da nova convocação não participaram do Mundial.
A redução da média também se deve à ausência de alguns dos jogadores mais experientes da Copa. Weverton, de 38 anos, Alex Sandro e Danilo, de 35, e Casemiro e Neymar, de 34, ficaram fora. Na lista atual, os mais velhos são Douglas Santos e Marquinhos, ambos com 32 anos.
No outro extremo, Ancelotti chamou dois jogadores de 19 anos, Estêvão e Arthur Dias. Ao todo, são oito estreantes na seleção principal: Pedro Morisco, Otávio, Arthur Dias, Jair, Matheuzinho, Mauro Júnior, Breno Bidon e Gabriel Bontempo.
A juventude coincide com uma presença incomum de atletas do futebol brasileiro. Dez dos 26 convocados atuam no país. São três do Corinthians, dois do Flamengo e um de Coritiba, Cruzeiro, Athletico-PR, Santos e Botafogo.
A comparação com Tóquio chama atenção, pois a seleção olímpica foi construída quase inteiramente sob um limite de idade. Com os Jogos de 2020 adiados, puderam ser convocados atletas nascidos a partir de 1º de janeiro de 1997, além de três jogadores acima da faixa: Daniel Alves, Santos e Diego Carlos. Mesmo assim, a primeira relação, anunciada com 18 nomes em junho de 2021, tinha média de 24,6 anos.
A lista olímpica sofreu alterações e foi ampliada posteriormente para 22 jogadores. O grupo que efetivamente conquistou o ouro terminou com média de 23,9 anos, meio ano abaixo da convocação atual. A média de 24,4 anos da nova seleção demonstra o tamanho da ruptura com o elenco da Copa e fornece a Ancelotti um grupo com larga margem de desenvolvimento até 2030.
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