Vida Esportiva
Raygun ganha documentário após virar fenômeno mundial nos Jogos de Paris com nota zero
Rachael Gunn terá sua trajetória contada em produção que aborda a apresentação olímpica, os memes, os ataques virtuais e as teorias da conspiração sobre sua classificação
A participação de Rachael Gunn, conhecida como Raygun, nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 vai ganhar uma nova versão nas telas. A australiana, que se tornou um dos maiores fenômenos virais da Olimpíada após sua apresentação no breaking, é o foco de Untold Raygun: Breaking Badly, novo documentário da Netflix com estreia marcada para 1º de setembro.
O filme integra a série documental esportiva Untold e promete contar o que aconteceu antes, durante e depois da participação de Gunn nos Jogos. Segundo a própria Netflix, a produção vai abordar a rápida transformação da atleta em fenômeno mundial, além da onda de memes, desinformação e teorias da conspiração que surgiu nas redes sociais para questionar como ela havia chegado à Olimpíada.
Raygun competiu na primeira participação do breaking em uma edição dos Jogos Olímpicos. Aos 36 anos, a australiana enfrentou as principais atletas da modalidade na fase preliminar, mas não avançou na competição. Sua apresentação, marcada por movimentos pouco convencionais, incluindo um salto inspirado em um canguru, rapidamente viralizou e provocou uma enxurrada de comentários e paródias na internet.
A repercussão, porém, foi além das brincadeiras. Gunn também foi alvo de ataques virtuais e de acusações de que teria conseguido a vaga olímpica de maneira irregular. As teorias chegaram a questionar o processo de classificação da australiana. Ela, no entanto, afirmou posteriormente que havia conquistado a vaga ao vencer o campeonato da Oceania, em uma competição que funcionava como classificatória direta.
A produção da Netflix pretende justamente revisitar esse período. De acordo com a sinopse oficial, o documentário acompanha a trajetória pessoal de Gunn e as consequências de sua apresentação em Paris, que se tornou viral praticamente da noite para o dia.
O impacto da participação foi tão grande que a atleta passou a falar publicamente sobre os efeitos da exposição. Em entrevistas posteriores, Gunn relatou o desconforto provocado pelos ataques e pelas teorias sobre sua classificação. Ela também afirmou que as acusações contra sua reputação e integridade não tinham fundamento.
A história de Raygun já havia sido revisitada pela televisão australiana. Em junho de 2025, o programa Australian Story, da ABC, exibiu um episódio dedicado ao fenômeno provocado pela atleta. Gunn, porém, recusou o convite para participar da produção.
Agora, no documentário da Netflix, a história volta a ser contada com acesso à trajetória da própria Rachael Gunn. A produção tem duração de aproximadamente uma hora e foi realizada pela Stardust Frames Production em parceria com a Warner Bros. International Television Australia.
O breaking, que estreou em Paris-2024, não fará parte do programa dos Jogos de Los Angeles-2028.
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