Vida Esportiva

Futebol inglês testará medida para coibir cera de goleiros, diz jornal

Regra depende de autorização do IFAB e pode começar em agosto, na Copa da Liga Inglesa

Agência O Globo - 27/07/2026
Futebol inglês testará medida para coibir cera de goleiros, diz jornal
Futebol inglês testará medida para coibir cera de goleiros, diz jornal - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O futebol inglês se prepara para testar uma nova regra que pretende coibir a cera dos goleiros. A medida foi acordada pela Federação Inglesa de Futebol (FA), Premier League, English Football League, National League e Women's Super League e ainda depende de autorização do International Football Association Board (IFAB).

Segundo o jornal BBC, a proposta prevê que, quando um árbitro autorizar a entrada do médico para atender um goleiro, o treinador terá dez segundos para escolher um jogador de linha que deverá deixar o campo durante um minuto. A indicação será comunicada ao quarto árbitro.

Caso o técnico não escolha ninguém dentro do prazo, caberá ao capitão da equipe abandonar o gramado. A ideia é criar um mecanismo de punição que desestimule o uso de atendimentos médicos como forma de interromper o jogo e reunir os jogadores para receber orientações da comissão técnica.

Se o IFAB autorizar o teste a tempo, a primeira partida a adotar a medida será o confronto entre Tranmere e Rochdale, pela rodada preliminar da Copa da Liga Inglesa, marcado para 1º de agosto.

A regra, no entanto, prevê algumas exceções. O jogador não precisará deixar o campo quando o goleiro informar que não necessita de atendimento e não tiver provocado a interrupção; em caso de choque entre o goleiro e um companheiro; quando o goleiro sofrer uma falta e precisar de atendimento imediato; em situações de sangramento; ou em casos de lesão grave, que exija substituição, ou concussão.

Durante a Copa do Mundo de 2026, a Fifa testou a nova regra para coibir a cera no futebol. Em caso de atendimento médico, o jogador deveria ficar um minuto fora de campo. A medida, porém, foi considerada insuficiente pelo futebol inglês, que avaliou que os treinadores poderiam continuar recorrendo a atendimentos de goleiros.