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Trump quer Gianni Infantino, presidente da Fifa, como secretário-geral da ONU, diz jornal

Relação se estreitou com a organização do Mundial de Clubes e da Copa do Mundo

Agência O Globo - 22/07/2026
Trump quer Gianni Infantino, presidente da Fifa, como secretário-geral da ONU, diz jornal
Infantino - Foto: ANSA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi divulgada pelo New York Post, que ouviu fontes próximas ao republicano. O mandato do atual ocupante do posto, o português António Guterres, termina em dezembro.

Segundo o jornal, Trump acredita que Infantino possui prestígio internacional e a habilidade necessária para liderar a ONU. Uma fonte próxima ao presidente afirmou que o dirigente da Fifa é "respeitado em todo o mundo" e tem uma habilidade especial para reunir pessoas em torno de objetivos comuns.

A aproximação entre Trump e Infantino se intensificou durante a realização do Mundial de Clubes em 2025 e da Copa do Mundo de 2026. Um dos marcos dessa relação foi o presidente norte-americano ter recebido o Prêmio da Paz da Fifa, em dezembro do ano passado.

Até o momento, não há indicações de que Infantino tenha interesse em deixar a Fifa para concorrer ao cargo na ONU, tampouco se ele já discutiu o assunto diretamente com Trump. No entanto, aliados do presidente americano afirmam que ele vê potencial para uma candidatura competitiva neste cenário de sucessão.

Para assumir o cargo, o escolhido deve ser recomendado pelo Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 países — entre eles, os cinco membros permanentes com poder de veto — e, posteriormente, aprovado pela Assembleia Geral.

Entre os nomes cogitados como possíveis candidatos estão a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi.

O enviado especial de Trump para parcerias globais, Paolo Zampolli, defendeu a indicação de Infantino. Segundo ele, a experiência do dirigente à frente da Fifa demonstra habilidade para administrar uma organização internacional de grande porte.

— Na ONU são 193 Estados-membros. Na Fifa, são mais de 200 associações. O histórico de Gianni mostra que ele sabe administrar — afirmou Zampolli ao New York Post.

Desde que retornou à Casa Branca, Trump adotou uma postura mais crítica em relação à ONU, reduzindo contribuições financeiras dos Estados Unidos e retirando o país de organismos ligados à entidade, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos.

Caso fosse eleito, Infantino enfrentaria uma redução significativa de remuneração. Atualmente, ele recebe cerca de US$ 6 milhões por ano como presidente da Fifa, enquanto o salário anual do secretário-geral da ONU gira em torno de 418 mil dólares.

Apesar das especulações, Infantino já anunciou que tentará a reeleição para a presidência da Fifa, cuja votação está prevista para março do próximo ano. Procurado pelo New York Post, o dirigente não comentou sobre a possibilidade de disputar o comando da ONU.