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Wimbledon eleva premiação em 20% e distribuirá mais de R$ 445 milhões em 2026

Campeões de simples receberão quase R$ 25 milhões cada; reajuste ocorre em meio à pressão dos tenistas por maior participação nas receitas

Agência O Globo - 11/06/2026
Wimbledon eleva premiação em 20% e distribuirá mais de R$ 445 milhões em 2026
O torneio de Wimbledon - Foto: Reprodução/internet

O tradicional torneio de Wimbledon anunciou um aumento de 20% na premiação total para a edição de 2026. Com o reajuste, o Grand Slam britânico distribuirá 64,2 milhões de libras esterlinas aos participantes, o equivalente a aproximadamente R$ 445 milhões.

O novo valor representa cerca de R$ 74 milhões a mais em relação ao montante distribuído na temporada passada e coloca Wimbledon entre os torneios que mais ampliaram suas premiações nos últimos anos.

Os beneficiados serão os campeões maiores das chaves simples masculinas e femininas. Cada vencedor receberá 3,6 milhões de libras, valor equivalente a aproximadamente R$ 24,95 milhões. Na edição anterior, os campeões receberam 3 milhões de libras, o que representa um acréscimo de cerca de R$ 4,16 milhões para cada atleta.

Mesmo os jogadores eliminados na estreia deixarão o torneio com uma dimensão expressiva. Quem perder na primeira rodada da chave principal receberá 93 mil libras, aproximadamente R$ 644 mil.

O anúncio ocorre em um momento de crescente mobilização dos principais nomes do circuito profissional em torno da distribuição de receitas nos torneios de Grand Slam. Nos últimos meses, os tenistas têm defendido uma participação maior nos lucros gerados pelos eventos mais importantes do calendário.

Durante Roland Garros, por exemplo, diversos atletas reduziram compromissos com a imprensa como forma de demonstrar insatisfação com questões ligadas às remunerações e às condições oferecidas aos jogadores.

Com o reajuste, Wimbledon igualou o aumento percentual promovido pelo US Open no ano passado, quando a premiação também cresceu 20%. O índice supera os 16% anunciados pelo Australian Open nesta temporada e fica bem acima dos 9,5% registrados em Roland Garros.