Vida Esportiva
Gol de Carlos Alberto na Copa de 1970 viraliza e reacende debate sobre o mais bonito dos Mundiais
Lance histórico da final contra a Itália voltou a circular nas redes sociais e reavivou lembranças de outros gols antológicos das Copas
O gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa do Mundo de 1970 voltou a ganhar destaque nas redes sociais nesta semana. Um vídeo de jogo, compartilhado por perfis dedicados à memória do futebol, acumulou milhares de visualizações e comentários ao ser apontado por muitos torcedores como o gol mais bonito da história dos Mundiais.
Marcado na vitória do Brasil por 4 a 1 sobre a Itália, no Estádio Azteca, no México, o lance é frequentemente lembrado como uma das maiores expressões do futebol coletivo já registradas em uma Copa do Mundo.
Mais de cinco décadas depois, a jogada ainda impressiona pela construção. A bola passou por vários jogadores brasileiros antes de chegar a Carlos Alberto, que apareceu livre pela direita e finalizou de primeira. O gol encerrou uma atuação histórica da seleção comandada por Mário Zagallo e ajudou a consolidar a época de 1970 como um dos mais admirados de todos os tempos.
O símbolo do futebol coletivo
O quarto gol brasileiro na final de 1970 não nasceu de uma arrancada individual nem de uma rampa experimental. Sua força está justamente no conjunto da obra. A partida começou ainda no campo de defesa, ganhou ritmo com a habilidade de Clodoaldo para escapar da marcação italiana e acompanhou em uma sequência de passes que envolveu Rivellino, Jairzinho e Pelé.
Quando Pelé recebeu a bola na entrada da área, optou por não finalizar. Em vez disso, rolou para Carlos Alberto chegar de frente para o gol e bater forte, sem chances para o goleiro Enrico Albertosi. A imagem do capitão brasileiro correndo para comemorar se tornou uma das mais emblemáticas da história da competição.
O chapéu que apresentou Pelé ao mundo
Doze anos antes do tricampeonato no México, outro gol brasileiro já havia conquistado lugar permanente nos livros da Copa. Na final de 1958, disputada em Estocolmo, Pelé protagonizou uma lança que ajudou a apresentar o jovem craque ao planeta.
Ao receber a bola dentro da área sueca, o atacante, então com apenas 17 anos, afirmou-a por cima do marcador com um toque sutil. Antes que ela caísse, completou para as redes. O gesto técnico transformou um momento decisivo da partida em uma das imagens mais famosas da história do futebol.
A arrancada que virou “Gol do Século”
Se Carlos Alberto simboliza o jogo coletivo e Pelé representa a genialidade técnica, Diego Maradona traduz o talento individual levado ao limite. Nas quartas de final da Copa de 1986, contra a Inglaterra, o argentino marcou um dos gols mais marcados de todos os tempos.
Maradona recebeu a bola ainda em seu campo, acelerou na direção ao ataque e deixou uma sequência de adversários para trás. Em poucos segundos, driblou defensores, passou pelo goleiro Peter Shilton e empurrou para o gol.
O lance ficou conhecido mundialmente como “Gol do Século” e se tornou um dos momentos mais lembrados da história das Copas, ajudando a eternizar a campanha que terminou com o título argentino no México.
Três toques para entrar na história
A Copa de 1998 produziu outro gol frequentemente citado entre os mais bonitos já vistos em Mundiais. Nas quartas de final entre Holanda e Argentina, Dennis Bergkamp decidiu a classificação holandesa com uma jogada de rara precisão.
Aos 44 minutos do segundo tempo, o atacante recebeu um lançamento de longa distância vindo do campo de defesa. Com o primeiro toque, dominou a bola. Com o segundo, joguei o zagueiro Roberto Ayala da jogada. Com o terceiro, finalizou cruzado para vencer o goleiro Carlos Roa.
A simplicidade da sequência contrasta com o grau de dificuldade da execução. Em poucos segundos, Bergkamp transformou um passe de quase 60 metros em um dos gols mais elegantes da história da Copa do Mundo.
Gheorghe Hagi (Romênia x Colômbia, 1994)
A Copa do Mundo de 1994 também produziu um dos gols mais improváveis e elegantes da história do torneio. Aos 34 minutos do primeiro tempo, Gheorghe Hagi recebeu a bola pela esquerda e avançou observando o posicionamento do goleiro Óscar Córdoba. Conhecido por atuar adiantado, o colombiano deixou um espaço que o camisa 10 romeno não hesitou em explorar.
De longe, Hagi arriscou um chute de canhota que, à primeira vista, parecia um cruzamento, mas ganhou trajetória perfeita. A bola aberta em curva, encobriu Córdoba e bateu no ângulo antes de entrar. O lance surpreendeu não apenas o goleiro, mas também os torcedores presentes no Rose Bowl, em Pasadena.
Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental x Iugoslávia, 1990)
Nem todos os gols históricos da Copa Nascente dentro da área. Alguns começaram muito antes. Foi o caso do gol marcado por Lothar Matthäus na vitória da Alemanha Ocidental por 4 a 1 sobre a Iugoslávia, na fase de grupos da Copa de 1990, na Itália.
Com os alemães em vantagem, Matthäus recebeu a bola ainda em seu próprio campo e arrancou em velocidade pelo corredor central. Ao longo do jogo, deixou marcadores para trás sem perder o controle, avançando bolsas de metros até se aproximar da entrada da área adversária.
Sem encontrar espaço para o passe, o capitão alemão optou pela finalização. De pé direito, acertou um chute potente de longa distância, sem chances de defesa para o goleiro Tomislav Ivković. A combinação de força, condução e precisão transformou o lance em um dos gols mais lembrados daquela edição.
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