Vida Esportiva

Ex-ginasta olímpico francês Gael da Silva morre aos 41 anos em acidente de trânsito

Medalhista de bronze no Europeu de 2012, atleta havia superado grave acidente de moto e representado a França nos Jogos Olímpicos de Londres

Agência O Globo - 28/05/2026
Ex-ginasta olímpico francês Gael da Silva morre aos 41 anos em acidente de trânsito
Gael da Silva

O ex-ginasta olímpico francês Gaël Da Silva, conhecido como “Gaou”, morreu aos 41 anos em um acidente de trânsito nesta terça-feira (26). Ele deixa a esposa, Camille, e três filhos: Hugo, de 12 anos, Jules, de 9, e Lou, de 6 anos. A notícia carregada de grande comoção no universo da ginástica artística francesa.

Nascido em Vaulx-en-Velin, em 1984, Da Silva construiu uma carreira marcada pela superação e conquistas internacionais. Seu maior destaque foi a medalha de bronze no solo no Campeonato Europeu de 2012, em Montpellier. No mesmo ano, integrou a delegação francesa nos Jogos Olímpicos de Londres, onde a equipe terminou em oitavo lugar. Individualmente, ficou em décimo nas classificatórias do solo, chegando perto da final.

Antes disso, Da Silva já havia representado a França no Mundial de 2010, em Rotterdam, ajudando a seleção a alcançar o quinto lugar. Segundo o jornal francês L'Équipe , a ex-ginasta foi vista poucos dias antes de sua morte durante o Campeonato Francês por Equipes, em Amiens.

Carreira marcada por superação

A trajetória de Da Silva também foi marcada por um grave acidente de motocicleta em 2004, quando foi atingido por um carro e quase perdeu a vida. Ele passou por diversas cirurgias na perna direita e precisou reaprender a andar.

“Meu primeiro golpe de sorte foi derrubado por um bombeiro que conseguiu evitar que eu perdesse todo o meu sangue”, relatou Da Silva anos depois. "A segunda foi que minha mãe convenceu o músculo a operar normalmente, inserindo um pino no fêmur em vez de uma prótese".

Durante a recuperação, Da Silva destacou que a ginástica foi fundamental para mantê-lo motivado. "Do meu leito hospitalar, vi a academia se distanciando, mas não queria parar por aí. Sem isso, não sei o que teria feito da minha vida".

Em poucos meses, saí da cadeira de rodas para as muletas e voltei gradualmente aos treinamentos. Sua recuperação levou de volta ao alto rendimento e à classificação para os Jogos Olímpicos. Embora uma lesão no ligamento cruzado anterior o tenha impedido de competir em Pequim-2008, Da Silva conseguiu disputar a Olimpíada de Londres quatro anos depois.

Mais recentemente, Da Silva passou por um processo de requalificação profissional e atuou como representante técnico de vendas da empresa Gymnova. Seu filho Jules, de 9 anos, também segue os passos do pai na ginástica.