Vida Esportiva
Guga, Nadal e Althea Gibson são destaques no museu do tênis em Paris
Tenniseum celebra pioneirismo de Althea Gibson e reúne relíquias do esporte na capital francesa
O entorno das quadras de Roland Garros reserva atrações para além do tênis. Ao lado da estátua de Rafael Nadal, maior campeão do torneio com 14 títulos, está o Tenniseum, museu dedicado à história do esporte e aberto ao público.
Logo na entrada, uma hélice de avião remete a Roland Garros, aviador francês que morreu na Primeira Guerra Mundial. O nome do local foi uma sugestão de Émile Lesieur, então presidente do clube Stade Français, em homenagem ao amigo, quando construiu o estádio para a Copa Davis de 1928.
Acervo celebra lendas do tênis
No acervo permanente, destaca-se a camisa usada por Gustavo Kuerten em Roland Garros. "Ele é um jogador muito famoso e querido por todos nós. Faz parte das lendas da nossa história", afirma Eva Gregorio, gerente de projetos culturais e de coleções. "Kuerten é lembrado não só pelos títulos, mas também pela alegria. O coração que ele desenhou na quadra de saibro também entrou para a nossa história."
O Tenniseum substituiu o antigo museu, fechado em 2016. "Reabrimos há dois anos, pouco antes do início da edição de 2024. A partir deste ano, temos uma exposição temporária, com duração de nove meses, para marcar o início desta edição de Roland Garros", explica Eva.
Homenagem ao tênis feminino e à igualdade
A exposição temporária deste ano homenageia as tenistas que fizeram história no Grand Slam de saibro, com um hall da fama digital que reúne grandes campeãs como Chris Evert, Steffi Graf, Justine Henin e Iga Swiatek.
O acervo digital também destaca figuras históricas do tênis, como a brasileira Maria Esther Bueno, finalista em simples em 1964 e campeã de duplas em 1960, com foto e histórico de suas conquistas nas décadas de 1950, 60 e 70.
"A exposição temporária é sobre a história do tênis feminino, os momentos mais importantes da modalidade e as atletas que lutaram pela igualdade e emancipação", reforça Eva Gregorio.
Althea Gibson: pioneirismo e resistência
A mostra também exalta Althea Gibson, primeira atleta negra a conquistar um Grand Slam, campeã de Roland Garros em 1956. Ela também venceu Wimbledon (1957/58) e US Open (1957/58), tornando-se símbolo de resistência e excelência esportiva. Gibson abriu caminho para nomes como Serena e Venus Williams e Arthur Ashe, primeiro homem negro a vencer um Grand Slam, no US Open de 1968.
Uma ala da exposição apresenta a evolução dos uniformes femininos desde o início do século passado até hoje, além de exibir raquetes, camisas, saias e tênis usados em diferentes épocas de Roland Garros.
Ao lado do museu, uma lanchonete exibe fotos marcantes dos 14 títulos de Nadal, outro ídolo local.
O Tenniseum está aberto ao público que circula pelo complexo de Roland Garros e a entrada é gratuita.
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