Vida Esportiva
Mais perto da final da NBA: o que explica o domínio dos Knicks sobre os Cavaliers? Equipes fazem jogo 3 neste sábado
Coletivo de franquia nova iorquina, que lidera série por 2 a 0, tem se sobressaído sobre problemas defensivos e de intensidade do time de Cleveland
Dois jogos no Madison Square Garden, duas vitórias justas. Uma delas, com uma virada monumental. A disputa das finais da Conferência Leste da NBA parece cada vez mais detalhada a um fechamento rápido de série do New York Knicks. O Cleveland Cavaliers, que inicia a sequência de dois jogos em casa hoje, às 21h, tem a missão de mostrar que ainda pode reagir. A ESPN transmite esse jogo 3.
A série entre o terceiro (Knicks) e o quarto (Cavs) é um verdadeiro teste do quanto duas franquias que se mantiveram, juntas, no top 5 dos últimos quatro anos de temporada regular na Conferência Leste. E apesar dos esforços dos Cavs no mercado, é a solidez dos Knicks que vai levar a melhor.
Nas finais de conferência da segunda temporada seguinte, a franquia nova iorquina conta com a regularidade inabalável do armador Jalen Brunson (27,6 pontos e 6,8 assistências por jogo nos playoffs), mas também de um sólido e alto sistema ofensivo com o ala-pivô OG Anunoby (19,8 pontos e 6,9 rebotes) e o pivô Karl-Anthony Towns (17,1 pontos, 10,5 rebotes e 6 assistência). Além de Josh Hart e Mikael Bridges, o "núcleo" da Universidade Villanova capitaneado por Brunson.
— Embora o Brunson seja o principal destaque individual da série, o diferencial da equipe está no jogo coletivo. O tempo mostra inteligência na seleção de arremessos e consegue potencializar os jogadores que vivem bons momentos dentro das partidas. No último confronto, por exemplo, Josh Hart apareceu como uma das surpresas da equipe, enquanto Karl-Anthony Towns mantém uma série consistente. A profundidade do elenco e a capacidade de distribuir responsabilidades têm sido fatores fundamentais para o Knicks sustentar o alto nível de desempenho ao lado de Brunson — analisa Guilherme Giovannoni, comentarista dos canais ESPN.
Narrador da ESPN, Ari Aguiar acrescenta que o funcionamento da equipe passa por esse coletivo e por um bom uso das reservas na rotação:
— Sob o comando de Mike Brown, uma equipe encontrou uma rotação sólida, utilizando o banco de reservas de maneira eficiente e dando minutos importantes para jogadores como Miles McBride, Landry Shamet, Jordan Clarkson e Mitchell Robinson. A confiança depositada em todo o grupo tem sido um dos pilares da campanha. Embora o Brunson seja o nome principal e o "cérebro" da equipe, o Knicks se destaca justamente por não depender exclusivamente de sua estrela — opina Ari, que elogia, também, Karl-Anthony Towns — Tem mostrado evolução defensiva nesta temporada, algo que foi apontado como fragilidade nos anos anteriores. Além da força física, oferece opções específicas, com capacidade para lançar de longa distância e infiltrar no garrafão.
Cavs arriscam tudo por Harden
Os Cavaliers, que construíram uma espinha dorsal sólida ao longo dos últimos anos (com Jarret Allen, Evan Mobley e, mais recentemente, Max Strus), planejaram um movimento ousado por uma competitividade maior e imediata: em fevereiro, fizeram uma troca de armadores e enviaram Darius Garland, de 26 anos, para o Los Angeles Clippers para ter o veterano James Harden, de 36 — um melhor dos pontuadores da história do jogo em seu auge.
A ideia era que Harden dividisse a responsabilidade de liderar a equipe com Donovan Mitchell (25,9 pontos e 5,1 rebotes por jogo nos playoffs), um dos jogadores mais sobrecarregados da liga. Harden até entrega em pontos (19,6 por jogo e 5,8 assistências), mas sua deficiência defensiva vem sendo claramente explorada pelos Knicks. Como no jogo 1, quando foi constantemente atacado durante uma virada incrível de 22 pontos no último quarto.
Para Ari, a vantagem do Knicks passa pela maior entrega física e mental que o time de Cleveland:
— A ocorrência nova iorquina (no jogo 1) passou, principalmente, pela atuação decisiva de Brunson, que explorava constantemente os duelos contra o Harden no perímetro defensivo. Comandou a sequência que recolocou a equipe no jogo, enquanto o Cleveland não interrompeu o momento adversário, especialmente pela falta de ajustes e pedidos de tempo ao longo da arrancada. Já no jogo 2, o principal problema dos Cavaliers foi de baixa intensidade em quadra. Apesar da qualidade técnica do elenco, faltou ao tempo o senso de urgência específico de uma final de conferência. A impressão deixada foi de uma equipe residente no ritmo da temporada regular, sem agressividade e concentração ocupada pelos playoffs. O elenco dos Cavaliers tem jogadores talentosos e competitivos, mas a diferença de intensidade tem peso.
Giovannoni vê a necessidade de ajustes defensivos no fim das partidas, que podem passar até mesmo por preservar Harden:
— O principal problema dos Cavaliers na série tem sido o desempenho defensivo, especialmente em momentos decisivos. Nos quartos finais, os Knicks têm ações direcionadas para explorar Harden, que enfrentam dificuldades para contribuir defensivamente e acabaram se tornando um alvo recorrente da equipe adversária. Diante desse cenário, cresce a necessidade de ajustes por parte do técnico Kenny Atkinson, seja alterando a estratégia defensiva do tempo ou até reduzindo os minutos de Harden em momentos específicos do último quarto.
Ontem, o Oklahoma City Thunder voltou a vencer o San Antonio Spurs, mas dessa vez, no Texas. Com o triunfo por 123 a 108, os atuais campeões assumem a liderança da série da final da Conferência Oeste: 2 a 1.
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