Vida Esportiva
Revista americana aponta risco de fracasso para Copa do Mundo de 2026 nos EUA
Newsweek, uma das maiores revistas dos Estados Unidos, afirma que a competição não está movimentando o país como esperado
A revista Newsweek, uma das mais relevantes dos Estados Unidos, publicou nesta segunda-feira, 11, uma matéria em que afirma que a Copa do Mundo de 2026 pode ser um “fracasso colossal”.
Segundo a reportagem, o evento, que coincide com o 250º aniversário dos Estados Unidos, foi anunciado como uma grande celebração do ano americano e deveria contribuir para o turismo no país. No entanto, a apenas um mês do início, a ocupação dos hotéis segue baixa, os ingressos não foram totalmente vendidos e os turistas parecem pouco evidentes, o que coloca em risco as expectativas mais ambiciosas para o evento esportivo mais assistido do mundo.
De acordo com a Newsweek, dados sobre viagens, vendas de ingressos e taxas de ocupação hoteleira sugerem que a Copa do Mundo deve ficar longe de ser um evento grandioso. A publicação destaca que o torneio está distante da promessa feita por Gianni Infantino, presidente da FIFA, de realizar “104 Super Bowls”.
O site TicketData.com, especializado no monitoramento de preços de ingressos, mostra que, em dezembro, os assentos para a partida entre Arábia Saudita e Cabo Verde foram vendidos por US$ 600 (cerca de R$ 3 mil). Agora, esses mesmos bilhetes estão sendo comercializados por US$ 160 (aproximadamente R$ 800).
Entre outros problemas apontados pela revista estão as baixas taxas de ocupação hoteleira, com índices de até 90% abaixo do esperado em cidades como Kansas City e São Francisco. Em Atlanta, segundo levantamento da AHLA, a queda foi menor, mas ainda significativa: 50%.
Vijay Dandapani, presidente e CEO da Associação de Hotéis de Nova York, afirmou que o aumento na procura foi, no máximo, de 10% em relação ao ano anterior, e que metade dos hotéis “ainda não apresentou crescimento algum”.
A Newsweek atribuiu a baixa procura às recentes ações e declarações do presidente americano: “A inquietação internacional em relação às viagens para a América de Trump surgiu como um motivo comum”, destaca a matéria.
O principal motivo, segundo a revista, é a dificuldade imposta por Trump para o aumento de vistos americanos, além do preço das passagens aéreas, consequência da crise do petróleo provocada pela guerra entre EUA e Irã.
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