Vida Esportiva

Lesões, crises e grandes fases: astros vivem realidades distintas a um mês da Copa do Mundo

Faltando 31 dias para o início, principais estrelas do futebol mundial atravessam momentos diferentes às vésperas do torneio nos EUA, México e Canadá

Agência O Globo - 11/05/2026
Lesões, crises e grandes fases: astros vivem realidades distintas a um mês da Copa do Mundo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O tempo pode ser relativo para quem se prepara para a Copa do Mundo: um mês pode parecer pouco ou uma eternidade. Com o pontapé inicial marcado para 11 de junho, restando 31 dias, os grandes astros do futebol vivem expectativas distintas. Para quem luta contra lesões, o prazo é apertado; já para aqueles em clubes em crise, o Mundial surge como chance de recomeço.

O relógio corre mais rápido do que o desejado para os atletas que frequentam os departamentos médicos. Estêvão, jovem atacante do Chelsea e esperança da seleção brasileira, sofreu uma grave lesão de grau 4 na coxa direita em 18 de abril. O clube recomendou cirurgia, mas, sonhando com a Copa, o jogador optou por tratamento conservador no Brasil. A CBF acompanha o caso, mas as chances de recuperação a tempo são pequenas.

Situação semelhante vive Arrascaeta. O uruguaio, após fraturar a clavícula direita e passar por cirurgia, realiza tratamento intensivo no CT do Flamengo para tentar estar à disposição do técnico Marcelo Bielsa. Suas chances, porém, também são consideradas remotas.

Outros atletas têm perspectivas melhores de retorno, mas paira a dúvida sobre suas condições físicas. Lamine Yamal, uma das grandes promessas da Espanha, sofreu lesão na coxa esquerda em 22 de abril, encerrando sua temporada pelo Barcelona. Agora, trabalha para liderar a seleção espanhola no Mundial.

Entre os atuais campeões da Eurocopa, Rodri enfrenta recuperação de lesão na virilha desde 19 de abril. O Manchester City não considera o problema grave, mas o histórico do volante preocupa: desde uma grave lesão no joelho, ele já sofreu seis contusões diferentes.

Além da possível ausência de Estêvão — que se somaria às baixas de Rodrygo e Éder Militão —, a seleção brasileira monitora Alisson, fora dos gramados desde 18 de março devido a lesão na coxa direita, e Raphinha, que retornou recentemente após contusão semelhante. Em seu retorno, Raphinha admitiu ainda não estar em plena forma e revelou o impacto emocional do afastamento.

O Marrocos, adversário do Brasil na estreia em 13 de junho, vive situação parecida com o lateral Hakimi, lesionado na coxa direita no dia 28. O PSG espera tê-lo na final da Champions em 30 de maio, mas a proximidade da Copa levanta dúvidas sobre sua condição física.

Casos semelhantes ocorrem na Holanda, com Memphis Depay; na Turquia, com Arda Guler; na Bélgica, com Courtois; e na França, com Mbappé. A tensão com atletas recém-lesionados deve persistir até o apito inicial do torneio.

Para algumas estrelas, o maior obstáculo não é físico, mas sim a crise nos clubes. Mbappé, por exemplo, enfrenta turbulências no Real Madrid por questões comportamentais. Outros nomes, como Valverde e Tchouaméni, também lidam com conflitos internos e aguardam a oportunidade de se juntar às seleções. O brasileiro João Pedro e o inglês Cole Palmer, do Chelsea, e Neymar, envolvido em polêmica no Santos, também vivem momentos conturbados — este último ainda sem presença certa na Copa.

Nem todos, porém, têm motivos para preocupação. Harry Kane vive a melhor fase da carreira, já com 60 gols na temporada e sonhando com a Bola de Ouro. Franceses como Olise, o colombiano Luis Diaz, o norueguês Haaland, o argentino Julián Alvarez, o sueco Gyokeres, o português Vitinha e os franceses Dembelé e Doué também atravessam momentos brilhantes e aguardam a Copa com otimismo.