Vida Esportiva
Em temporada artilheira, ex-Botafogo Adryelson tenta parar Cristiano Ronaldo na Champions Asiática 2
Zagueiro do Al Wasl fala ao GLOBO sobre fase goleadora, adaptação e expectativa para duelo contra o Al-Nasr, às 11h
Com sete gols em 27 partidas, Adryelson vive sua temporada mais artilheira como zagueiro pelo Al Wasl. O defensor nunca havia balançado as redes tantas vezes — seu recorde anterior era de quatro gols pelo Botafogo, em 2023, ao longo de 58 jogos. Hoje, diante do Al-Nasr, às 11h, pela Liga dos Campeões Asiática 2 (equivalente à Sul-Americana), o brasileiro terá um desafio defensivo ainda maior: marcar Cristiano Ronaldo, um dos maiores atacantes da história do futebol.
Em entrevista exclusiva ao GLOBO, Adryelson detalhou a preparação para o confronto e falou sobre o futuro no Al Wasl, após o clube recusar propostas de transferência na última janela.
Em sua segunda passagem pelo Al Wasl, você já vive sua temporada mais artilheira. O que mudou no seu jogo?
— A gente vai evoluindo com o tempo, né? Vai conhecendo melhor os atalhos da área e aprendendo a se posicionar para marcar gols. Nesta temporada, tenho sido abençoado com mais oportunidades de balançar as redes e quero seguir contribuindo sempre que possível.
Qual a principal diferença entre o futebol brasileiro e o do Oriente Médio?
— No Brasil, o jogo é mais veloz e exige muita força física. Aqui, há bastante técnica, mas a partida costuma ser um pouco mais cadenciada. Ainda assim, não deixa de ser um futebol físico, e a gente vai se adaptando com o tempo.
Você já enfrentou o Al-Nasr e até marcou gol, mas Cristiano Ronaldo não estava em campo. O que espera desse duelo?
— O Cristiano é um dos maiores jogadores da história, um craque que precisa de muito pouco espaço para marcar. Sabemos que será preciso marcar forte e fazer de tudo para não dar chances a ele. Respeitamos muito, mas vamos buscar impor nosso jogo e conquistar um resultado positivo.
Como pretende conter as investidas do português?
— Ele chama muita atenção, mas não podemos descuidar dos outros. O Al-Nasr tem atacantes de qualidade como João Félix e Mané, que também exigem atenção redobrada. Vai ser um jogo difícil.
Como foi seu processo de adaptação ao país?
— A adaptação foi muito tranquila. Aqui é um lugar maravilhoso, com muitas opções de lazer e um futebol bem jogado. Gosto de viver aqui e me sinto totalmente adaptado.
O Al Wasl recusou recentemente uma proposta do CSKA, da Rússia, por você. Acredita que seu desempenho pode atrair mais ofertas internacionais? Como projeta sua carreira?
— Esse tipo de coisa deixo para os responsáveis. Meu foco é entrar em campo e dar o meu melhor. Quero ajudar o time e não penso em nada além disso no momento.
Com jogadores como Ibañez, Fabinho e Bento sendo convocados mesmo atuando no Oriente Médio, você acredita que pode chamar a atenção do técnico Carlo Ancelotti para a Seleção?
— A gente sabe que, jogando aqui, fica um pouco fora do radar, mas também sabemos que a comissão observa tudo. Tenho esse sonho, claro, mas sei que só vai acontecer se eu mantiver o alto nível e trabalhar forte.
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