Vida Esportiva
Corintiano, Oscar também brilhou no Palmeiras e exaltou torcida do Flamengo: 'Única'
Mão Santa morreu nesta sexta-feira, 17; ele lutava contra um câncer no cérebro
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, faleceu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. O ex-ala, conhecido como "Mão Santa", sofreu um mal-estar e não resistiu. Oscar lutava há 15 anos contra um câncer no cérebro e já vinha com a saúde debilitada, tendo inclusive se ausentado recentemente da cerimônia de introdução ao Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Oscar iniciou sua carreira no Palmeiras, mas também defendeu o Corinthians, seu clube do coração, além de outros sete times ao longo da trajetória. O último clube foi o Flamengo, onde ele se aposentou aos 45 anos e que marcou sua despedida das quadras. Em entrevista à Flamengo TV, em agosto de 2023, Oscar destacou o que sentiu ao atuar pelo rubro-negro:
— A torcida do Flamengo é única, como a do Corinthians. Você precisa respeitá-la. Não é qualquer coisa. Você precisa fazer de tudo para jogar bem e ganhar os jogos. Se não fizer isso, você não jogou no Flamengo — afirmou Oscar.
Em outras ocasiões, ele também exaltou a torcida e o clube carioca:
— Jogar no Flamengo não é para qualquer um. A torcida fica pressionando, em cima de você. Mas valeu a pena. Eu gostaria de ter jogado mais no Flamengo. O Flamengo, para mim, foi a coroação da minha carreira — declarou, ao ser homenageado pelo museu rubro-negro.
Trajetória e conquistas
Natural de Natal (RN), Oscar deixou o futebol na infância para se dedicar ao basquete, passando por clubes como Palmeiras, Sírio, América, JuveCaserta (Itália), Pavia (Itália), Forum Valladolid (Espanha), Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Conquistou três títulos do Campeonato Brasileiro (Sírio, Palmeiras e Corinthians), além de um Mundial de Clubes pelo Sírio e diversos estaduais. Também foi dirigente do projeto Telemar/Rio de Janeiro, campeão brasileiro em 2005.
Oscar Schmidt é considerado um dos maiores nomes do basquete mundial. Até 2024, era o maior pontuador da história da modalidade, com 49.737 pontos em 1.615 jogos, sendo superado apenas por LeBron James. O apelido "Mão Santa" veio da precisão nos arremessos de longa distância, resultado de muito treino e dedicação.
O momento mais marcante da carreira foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis (EUA). Na ocasião, Oscar marcou 46 pontos na final histórica contra os Estados Unidos e liderou a vitória brasileira por 120 a 115. O time americano contava com jovens talentos que depois brilhariam na NBA, como o pivô David Robinson.
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