Vida Esportiva
Indianápolis 87: a noite em que Oscar calou os Estados Unidos no Pan; relembre
Medalha de ouro conquistada pelo Brasil, após o 'Mão Santa' marcar 46 pontos na vitória por 120 a 115, mudou os rumos do basquete mundial
Falecido nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt deixou um legado marcante ao liderar alguns dos maiores feitos do basquete brasileiro. O mais emblemático ocorreu há 39 anos, com a histórica medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, realizados em Indianápolis, nos Estados Unidos, quando a seleção anfitriã sofreu uma derrota inédita.
No dia 23 de agosto daquele ano, diante de 16 mil torcedores no Market Square Garden, o "Mão Santa" impressionou o mundo ao anotar 46 pontos e conduzir o Brasil à vitória por 120 a 115 na final. A atuação fez o ídolo nacional chorar em quadra, em um momento que redefiniu os rumos do basquete internacional.
Até então, a seleção dos Estados Unidos jamais havia perdido jogos oficiais em casa e mantinha uma invencibilidade superior a 60 partidas. Naturalmente, era considerada a grande favorita ao ouro, mesmo sem contar com atletas da NBA — o elenco americano era formado apenas por jogadores universitários.
O título do Brasil em Indianápolis, somado ao bronze dos EUA nos Jogos Olímpicos de Seul-1988, fez os americanos perceberem que não bastava mais confiar apenas nos jovens talentos. Assim, cinco anos depois, nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992, os Estados Unidos apresentaram o lendário Dream Team, com Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e outros astros, conquistando o ouro.
Antes disso, a Federação Internacional de Basquete (Fiba) alterou suas regras e passou a permitir a participação de jogadores da NBA em competições internacionais.
Na final do Pan, Oscar atingiu os 46 pontos principalmente graças a sete arremessos de três pontos. A linha de três existia na NBA desde 1979 e foi adotada pela Fiba em 1984, três anos antes daquela decisão, mas ainda era pouco utilizada. A atuação do ala também foi um marco nesse aspecto, tornando o arremesso de três uma estratégia mais presente no basquete. Quando a medalha completou 30 anos, foi lançado o documentário "Revolução dos 3".
Em Indianápolis, outros brasileiros também se destacaram. O ala Marcel foi o segundo maior pontuador da partida, com 31 pontos. O armador Guerrinha e os pivôs Gérson e Israel também foram titulares naquela noite histórica.
Segundo o acervo do GLOBO, Oscar é o segundo jogador que mais vestiu a camisa da seleção em campeonatos mundiais (33 jogos), atrás apenas de Ubiratan (34). É ainda o atleta com mais participações e pontos em Olimpíadas — cinco edições e 1.093 pontos — e o maior cestinha da seleção, com 7.693 pontos. Em 1991, seu nome entrou para a lista dos 50 maiores jogadores da Fiba.
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