Vida Esportiva
Executiva do Grêmio Feminino é absolvida após denúncia de injúria racial
Julgamento desta sexta-feira teve três votos a favor da absolvição e dois pela condenação. Caso ainda segue na esfera criminal.
Bárbara Fonseca, executiva de futebol do Grêmio Feminino, foi absolvida nesta sexta-feira (7) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da acusação de suposta injúria racial contra um torcedor do Internacional.
A 3ª Comissão Disciplinar do STJD decidiu, por três votos a dois, absolver a dirigente com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios. O caso, no entanto, ainda tramita na esfera criminal, já que Bárbara foi indiciada pela Polícia Civil.
No julgamento, o relator Pedro Gonet apontou insuficiência de provas para condenar tanto Bárbara quanto o Grêmio, votando pela absolvição de ambos. Outros dois auditores acompanharam o relator, enquanto dois defenderam a condenação da dirigente a 120 dias de suspensão. O Grêmio também foi absolvido por unanimidade.
O episódio teria ocorrido ao final do clássico Gre-Nal, em 28 de março, pela quinta rodada do Brasileirão Feminino. Bárbara poderia ser suspensa por até 360 dias, e o clube gaúcho corria risco de perder pontos e ser multado em R$ 100 mil.
A investigação criminal segue em andamento. Bárbara já havia sido indiciada pela Polícia Civil por injúria racial na última quarta-feira. A apuração começou após denúncia de um torcedor da organizada Camisa 12, do Internacional, que afirmou ter sido chamado de "macaco, filho da p..." por Bárbara Fonseca.
A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) ouviu 11 pessoas, incluindo vítima e indiciada. Três testemunhas confirmaram ter ouvido as ofensas, mas imagens de câmeras de segurança não captaram o momento.
No depoimento ao STJD, Bárbara relatou que a confusão começou após o término do jogo, quando um funcionário do Inter teria xingado uma jogadora do Grêmio. Ao interpelar o funcionário, torcedores colorados teriam começado a ofendê-la.
Segundo a versão de Bárbara, a suposta vítima teria dito "vai tomar no c..., vagabunda. Olha a vagabunda querendo reclamar". Em resposta, ela afirma ter repetido o xingamento antes de retornar ao vestiário. Ao sair, foi informada por um capitão da Brigada Militar de que deveria comparecer à delegacia.
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