Vida Esportiva

MotoGP: Com corrida reduzida pela degradação da pista em Goiânia, Aprilia faz dobradinha; Diogo Moreira termina em 13º

Espanhol Marco Bezzechi venceu a prova, seguido pelo espanhol Jorge Martin e pelo compatriota Fabio di Giannantonio, da VR46

Agência O Globo - 22/03/2026
MotoGP: Com corrida reduzida pela degradação da pista em Goiânia, Aprilia faz dobradinha; Diogo Moreira termina em 13º
- Foto: Reprodução/internet

O retorno da MotoGP ao Brasil teve sucesso de público, mas precisou superar os desafios do clima e da infraestrutura do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, até o fim. Neste domingo, a dupla da Aprilia fez a dobradinha na segunda etapa da temporada: o italiano Marco Bezzechi venceu a corrida, seguido pelo espanhol Jorge Martin. O italiano Fabio di Giannantonio, da VR46, que largou na pole position, fechou o pódio. O brasileiro Diogo Moreira, da LCR Honda, que largou em 14º, terminou em 13º. A bandeirada final foi dada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que esteve à frente das negociações para trazer o evento para a capital goiana.

Os pilotos, no entanto, deram apenas 23 voltas no circuito, oito a menos que o previsto. Segundo a organização da MotoGP, o motivo foi a degradação da pista em alguns pontos, como na curva 12. No sábado, o afundamento do asfalto na reta principal atrasou o início da corrida sprint, e os atletas já haviam dito que existiam outras partes soltas no traçado.

— Estou muito feliz. O fim de semana começou mal, mas consegui ajustar a minha pilotagem. Acordei bem hoje, me levei além do meu limite — disse Bezzechi.

Na largada, Fabio di Giannantonio perdeu o primeiro lugar para o compatriota Marco Bezzechi, que dominou a corrida com tranquilidade e venceu a segunda prova da temporada. Ele lidera com 56 pontos, seguido pelo companheiro de equipe, Martin, com 45. O atual campeão mundial, Marc Marquez, da Ducati, cometeu um erro no início, caiu para quarto lugar, recuperou a posição de Giannantonio, mas foi ultrapassado no fim.

O brasileiro Diogo Moreira também não fez uma boa largada. Ele perdeu algumas posições, se recuperou e contou com a queda de alguns pilotos para receber a bandeirada em 13º, mesma posição em que terminou sua corrida de estreia, na Tailândia. Com isso, ele soma seis pontos no Mundial de Pilotos.

Autódromo ainda incompleto

Ao longo da semana, o autódromo de Goiânia foi afetado pelas chuvas fortes que alagaram várias partes do circuito, inclusive a pista. Na sexta-feira, os treinos livres começaram com atraso até o escoamento da água e limpeza. No sábado, um buraco se abriu no asfalto na reta principal. A organização precisou acionar um caminhão betoneira para preencher o local com concreto, e a largada da corrida sprint atrasou em mais de uma hora. Outras atividades previstas tiveram que ser adiadas para este domingo.

O governador Caiado já havia pedido ajuda a São Pedro. E deu certo neste domingo. Amanheceu muito nublado e com nuvens carregadas, mas logo o sol forte apareceu. Todos os eventos previstos começaram na hora. Na Moto3, o espanhol Máximo Quiles foi o vencedor. O também espanhol Dani Holgado venceu a Moto2.

A infraestrutura da cidade também mostrou algumas falhas. As dificuldades de acesso ao autódromo foram uma das principais reclamações do público, que lotou as arquibancadas neste domingo (ao todo, o autódromo recebeu 148 mil espectadores nos três dias do GP).

Antes mesmo do fim do evento, o diretor esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta, considerou o novo GP no Brasil bem-sucedido, sobretudo do ponto de vista da experiência dos fãs. Porém, ele fez algumas ressalvas.

— O primeiro GP em um país é sempre complicado, porque o nível da MotoGP é muito alto. Claramente tivemos muitas complicações. Também acredito que todos sabem que a chuva que tivemos não é normal, e, na terça-feira, foi muito, muito forte. Todos estamos conscientes disso, e há um plano muito simples para resolver isso para o próximo ano, então estamos tranquilos. Cerca de 90% já está feito, só falta terminar o que restava, algo que já sabíamos desde o início que não daria tempo para o primeiro ano, como limpeza, drenagens, ajustes finais — disse.