Vida Esportiva
Governo do Senegal pede investigação sobre suspeita de corrupção na CAF após perda de título
Senegal contesta decisão da Confederação Africana de Futebol que retirou seu título da Copa Africana de Nações e transferiu a conquista para Marrocos. Governo senegalês exige apuração internacional e promete recorrer judicialmente.
O governo do Senegal solicita, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação internacional independente de suspeitas de corrupção na Confederação Africana de Futebol (CAF). A medida foi tomada após a entidade decidir retirar do Senegal o título da Copa Africana de Nações e consagrar Marrocos como campeão.
Em nota oficial, o governo senegalês também informou que pretende requerer a decisão da CAF, considerada pelo país como “injustificada e injusta”.
Senegal rejeita decisão da CAF
— O Senegal não pode tolerar uma decisão administrativa que apague o compromisso, o mérito e a excelência esportiva. O Senegal rejeita de forma inequívoca esta tentativa injustificada de espoliação. O país solicita a abertura de uma investigação internacional independente sobre suspeitas de corrupção dentro dos órgãos dirigentes da CAF — afirmou o governo em comunicado.
Dois meses depois do jogo final da Copa Africana de Nações, a CAF reverteu o resultado que havia dado o título ao Senegal, que venceu em campo por 1 a 0, em uma partida marcada por polêmicas. Segundo o Conselho da entidade, o Senegal foi penalizado com derrota por WO (3 a 0, conforme regulamento), e Marrocos foi declarado campeão.
A decisão foi tomada após recurso da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), fundamentada nos artigos 82 e 84 do regulamento, que trata de abandono de campo sem autorização do julgado e das consequências para a equipe infratora.
Nota oficial do governo do Senegal
"O Governo do Senegal expressa o seu pesar profundo após a decisão proferida pelo Comitê de Apelação da Confederação Africana de Futebol (CAF) de retirar a seleção nacional senegalesa o título da Copa Africana de Nações de 2025 e atribuí-lo a Marrocos.
Esta decisão sem precedentes e de gravidade excepcional contradiz diretamente os princípios fundamentais da ética esportiva, entre os quais se destacam a justiça, a lealdade e o respeito pela verdade do jogo. Ela resultou de uma interpretação manifestamente errônea dos regulamentos, levando a uma decisão flagrantemente ilegal e profundamente injusta.
Ao colocar em causa um resultado obtido ao final de uma partida que foi devidamente disputada e vencida de acordo com as regras do jogo, a CAF compromete seriamente a sua própria preferência e a confiança legítima que os povos africanos depositam nas instituições esportivas continentais.
O Senegal não pode tolerar uma decisão administrativa que apague o compromisso, o mérito e a excelência esportiva. O Senegal rejeita de forma inequívoca esta tentativa injustificada de espoliação.
O país solicita a abertura de uma investigação internacional independente sobre suspeitas de corrupção dentro dos órgãos dirigentes da CAF.
Além disso, o Senegal recorrerá a todas as vias jurídicas cumpridas, inclusive perante os tribunais internacionais competentes, para garantir que a justiça seja feita e que a primazia dos resultados desportivos seja restabelecida.
O Governo aproveitou a ocasião para reiterar a solidariedade da nação com os cidadãos senegaleses detidos em Marrocos após os incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações. Ele permanece totalmente comprometido em acompanhar este caso para garantir um progresso rápido e positivo.
O Senegal permanecerá firme, vigilante e inabalável na defesa dos direitos da seleção nacional senegalesa e na restauração da honra do esporte africano.
Feito em Dakar, 18 de março de 2026
Marie Rose Khady Fatou FAYE
Secretária de Estado junto ao Primeiro Ministro, encarregada das Relações com as Instituições, Porta-voz do Governo"
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